Então nós começamos a pensar novamente sobre aquelas velhas questões. Pensamos em tudo o que nós havíamos pensado antes, porém agora somos diferentes, agora nós não sabemos quem somos ou o que queremos, e o pior, ainda perdemos nosso tempo para tentar descobrir de onde viemos.
Imagine então se um dia nós acordarmos e percebermos que tudo o que nos faz viver não passa de uma fachada, uma fachada que encobre aquilo que nós realmente somos. De onde vem? Pergunta sem resposta. O que faz com que você se sinta assim? Também sem resposta. São perguntas assim que nos guiam em busca de alcançar não sei o quê. Embora os que pregam os termos técnicos da vida ofereçam respostas, respostas que não convencem em quase nada, mas ainda assim respostas. São essas malditas questões, inúteis, que aparentemente nos dão um por que de ser.
Ora, se há uma fachada (ou mais de uma) encobrindo a verdade provavelmente ela (ou elas) foi posta aí por algum motivo específico. Se for assim por que essa sede, vontade ou desejo, de sempre querer descobrir algo que não deve (aparentemente) ser descoberto? Só por que você não consegue entender o que está escrito nesta maldita fachada? (e eu espero sinceramente que a esta altura do campeonato você já tenha entendido do que eu estou falando, do contrário RUA!).
...
Então aqui estou eu sentado entre 19 paredes, foram construídas através de dias, meses e anos (alguns poucos anos). Nunca soube o porquê dessas paredes, eu nunca soube de onde elas vieram. Mas acontece que eu estou aqui, acontece que eu estou aqui a tempo o suficiente, talvez não, para já ter decidido quem eu sou o que sou e o que quero.
Na verdade eu não sei nem quem sou, nem o que sou e muito menos o que eu quero. Também não sei de grandes coisas a cerca de questões nobres da vida como o amor. Sobre isso até sei de alguma coisa, mas pelo meu estado atual acho que você, caro leitor, não deveria seguir meus conselhos.
Então qual é o propósito enfim disso tudo? Por quê somos obrigados então a carregar tal jugo sobre nossos ombros? O peso de não sabermos o porquê nem a razão de simplesmente estarmos aqui.
Eu não sei... E tenho certeza que vocês também não, portanto parem de ser assim, parem de fingir que estão preocupados com o lugar de onde vocês vieram, parem de mentir, abram as mentes e vamos apenas viver.
(Prometo que tentarei junto com vocês.)
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Algumas Coisas
Você diz que já se machucou demais, mas a verdade é que você não esteve em tantas guerras assim, talvez bem menos do que imagine. Diz que tem medo e que não quer mais saber disso... Eu não sei se sua escolha está correta, também não sei se você vai sobreviver a isso tudo. Será mesmo que você tem tanta força assim? Talvez você seja mais forte do que eu afinal.
Por mais que você diga: “Está tudo bem, não se preocupe”. Eu ainda sou capaz de enxergar tristeza nos teus olhos? Aquela mesma tristeza de meses atrás quando você disse que sentia falta não sabia de quê e nem por que sentia falta, só sentia e pronto... Foram nesses dias que eu te conheci, um desses dias chuvosos, desses dias que parecem que vão ser apenas mais um nos 365, porém quando acaba lá está você com uma nova paixão no peito e intermináveis dúvidas.
Eu fiz de tudo pra não duvidar, ir em frente e arriscar como eu nunca tinha feito antes, afinal o que eu tinha a perder? Era só seguir o jargão: "Carregar, apontar e FOGO!" Mas não é tão simples assim, pelo menos eu não acho que as coisas sejam assim tão simples. E talvez por esse motivo você esteja mais certa do que eu na sua escolha. Nunca saberemos. Talvez o tempo, se for piedoso, nos diga qual é a resposta correta algum dia.
Ao fim disso tudo eu me pergunto? Se pra eles está dando certo, se pra todo mundo está dando certo pelo caminho alternativo?
– Ora bolas, mas eu não sou como todo mundo! Diz a consciência resignada.
- Mas ainda assim qualquer um está melhor do que você com toda essa sua “boa consciência”. Respondeu a razão com certa ironia.
- Eu não estou querendo ser boa, muito menos má, eu apenas sou. E é isso que EU sou...
A razão pensou por algum tempo e enfim sentenciou.
- Então você está com problemas minha jovem! Concluiu em um tom preocupado a debochada razão.
Por mais que você diga: “Está tudo bem, não se preocupe”. Eu ainda sou capaz de enxergar tristeza nos teus olhos? Aquela mesma tristeza de meses atrás quando você disse que sentia falta não sabia de quê e nem por que sentia falta, só sentia e pronto... Foram nesses dias que eu te conheci, um desses dias chuvosos, desses dias que parecem que vão ser apenas mais um nos 365, porém quando acaba lá está você com uma nova paixão no peito e intermináveis dúvidas.
Eu fiz de tudo pra não duvidar, ir em frente e arriscar como eu nunca tinha feito antes, afinal o que eu tinha a perder? Era só seguir o jargão: "Carregar, apontar e FOGO!" Mas não é tão simples assim, pelo menos eu não acho que as coisas sejam assim tão simples. E talvez por esse motivo você esteja mais certa do que eu na sua escolha. Nunca saberemos. Talvez o tempo, se for piedoso, nos diga qual é a resposta correta algum dia.
Ao fim disso tudo eu me pergunto? Se pra eles está dando certo, se pra todo mundo está dando certo pelo caminho alternativo?
– Ora bolas, mas eu não sou como todo mundo! Diz a consciência resignada.
- Mas ainda assim qualquer um está melhor do que você com toda essa sua “boa consciência”. Respondeu a razão com certa ironia.
- Eu não estou querendo ser boa, muito menos má, eu apenas sou. E é isso que EU sou...
A razão pensou por algum tempo e enfim sentenciou.
- Então você está com problemas minha jovem! Concluiu em um tom preocupado a debochada razão.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Flores & Chocolates 2.0 (Retórica) ou Ataque Cardíaco.
Lembra da última vez? Quando a gente disse que tudo poderia mudar. E até EU estava começando a achar que as coisas talvez pudessem mudar...
***
Você se lembra do que você queria há dez anos? Eu não sei ao certo se lembro do que eu queria, mas algo me diz que não era bem isso daqui que eu tenho hoje. Mas e aí, o que você gostaria de ter sido antes de você ser o que é hoje? Antes de todos os seus erros e pecados e de toda essa culpa.
Nós não precisamos nem voltar tanto tempo, nós podemos voltar apenas dez dias, ou até mesmo dez minutos, no instante em que eu recebi seu SMS que deve ter sido enviado do próprio Lago de Fogo do Inferno... Se bem que, ficar usando essas fábulas pra ilustrar tudo isto não cabe neste contexto, não cabem no MEU contexto e quem ainda se importa com essas bobagens, não se ofenda, mas EU acho que você pode estar perdendo seu tempo. Mas enfim, não era disso que eu estava falando...
Parece que tudo que me liga a você tornou-se amaldiçoado, os teus abraços, os sorrisos, as conversas e até teus SMS, tudo se perdeu. Mas afinal qual foi a razão disso tudo? Porque eu tinha que te ligar logo naquele instante? E mandar um maldito torpedo? Essas coisas não são reais, embora em algumas vezes elas consigam tocar a realidade, mas elas não dizem tudo, e nunca conseguiriam. Elas são incompletas eu sei. Mas mesmo assim VOCÊ vai ousar dizer que não entendeu o que eu estava te falando? Você vai continuar com essas mentiras?
Por que você mentiu? Não precisava ter mentido. Eu não iria te condenar, eu não tinha te condenado antes e não condenaria agora, e além do mais, eu não sou NADA seu pra te condenar (nem amigo e muito menos um irmão). Eu só queria que você não tivesse mentido, ou ao menos me contasse que você iria atirar aos céus tudo o que você tem de mais precioso, que iria viver sem medo, que iria abrir mão de tudo o que você tem de bom, que você alçaria aos céus com todos os seus diamantes...
Esse caminho que você escolheu agora é totalmente diferente do que aquele que nós tínhamos prometido seguir juntos, de mãos dadas e cabeças erguidas, mas agora eu não posso mais te acompanhar, eu até me desculparia com você, mas você não merece mais nada que venha de mim a não ser meu desprezo, você não chega nem a ser uma memória concreta em minha cabeça, nem mesmo um velho sonho, nada, nada, nada...
Eu já disse que eu não me importo com o caminho que você quer seguir, assim como também não me importo com quem você quer seguir. A partir de agora é problema seu, se ele vai comprar ou não as flores e os chocolates que você tanto quer o problema é SEU (mas será que você ainda merece depois de tudo isso?). Será que ele realmente percebe quando você chega? Ele notou que você mudou o cabelo? Ele sabe ao menos qual é a sua cor favorita? Ele se importa? No entanto, como eu já disse antes, isso não é mais da minha conta, EU não me importo.
Sabe do quê mais? (eu tenho que parar com essas perguntas retóricas) EU nem sei o porquê da minha “raiva” ou “ódio”, eu não sei ao certo, mas acho que há também um pouco de decepção... Se bem que eu não faço mais questão de saber.
Não me importune mais, não me procure mais, não me chame mais, não venha mais, não me peça mais, não viva mais (até porque não existe mais amor dentro de você). Enfim, não encha mais o meu saco!
Tá tudo acabado, mesmo sem ter tido um começo. Até onde eu me lembro eu fui um dos últimos a chegar e pelo visto estou sendo o primeiro a sair, por que não tem mais espaço pra mim aqui, não tem mais jeito para nós.
Enfim...
Fim de um romance bobo.
***
(Na boa o cara que escreve essas merdas deve ser um otário...)
(E por que ele faz tantas perguntas retóricas se nunca sabe nenhuma resposta?)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Você quer Morrer no japão?
“Você vai acabar não chegando a nenhum lugar... Só vai se perder mais.”
***
Eu estou tentando. EU JURO. Mas não está dando certo. Os lugares que eu vou não são mais os mesmos lugares que eu costumava ir, os lugares que eu ia não me atraem mais, as casas parecem vazias, os sorrisos perderam graça em simples risos, risadas que não ocupam nem uma janela...
Não são as pessoas ao meu redor (talvez sejam), não são os lugares que eu estou indo (talvez sejam), não são as canções que eu tenho cantado (talvez sejam). A questão é que o problema pode não estar do lado de fora da casa, ou melhor, o problema pode ser comigo e em mim. Disso eu sempre desconfiei, mas a verdade é que, pelo menos eu acho, todo mundo tem um gostinho pelo drama, pela coisa com ares de impossibilidade, parece que quando é assim tudo fica mais bonito, o problema é quando você se acostuma a achar que tudo parece impossível.
Acho que perdi em algum lugar os finais felizes... Perdi a fórmula nos quais os finais felizes se encaixavam. Poderia ter perdido qualquer outra coisa, preferia ter perdido dinheiro. E olha que eu já procurei muito por eles (os finais felizes).
O fato é que eu tenho que continuar. Mando continuar, eu devo continuar? Talvez sim talvez não. Fato é que eu estou seguindo. Mas descontrolado, olho pra baixo e vejo o asfalto se mover sobre meus pés, mas eu não sei onde ele está me levando, não há controle algum, talvez eu vá parar no Japão... Talvez eu não pare, talvez eu nunca morra, talvez eu pare de escrever tanta bobagem...
***
“Você vai ler e talvez não entenda...
Talvez até ria disso tudo, mas é porquê você não sabe.”
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
REDENÇÃO.
“Vidas a mais...”
Aonde você quer chegar? Com o quê você tem sonhado? Quantas certezas você tem na vida? Se você conseguiu responder alguma dessas perguntas com facilidade melhor ir embora...
Eu sempre fui muito dramático, exagerado demais nas emoções, acho que tenho que parar com isso, mas tem gente que acha isso legal. A vida nunca é tão ruim quanto eu costumo dizer que é. Eu exagero demais... Mas eu me rendo, confesso afinal, eu não gosto dessa vida, preferia ter outra. Trocava o pouco que eu tenho por muito que talvez não seja tão nobre e importante assim, mas ainda assim me faz falta.
O que é que te faz falta? O que é que sempre te faz falta? Alguma coisa te faz falta ou você é desses que fingem que tá tudo bem? Desses tipinhos insuportáveis que insistem em fazer parecer que a vida deles é ótima. Eu sinceramente tenho uma teoria sobre a vida, na qual eu acredito que ninguém seja feliz, mas isso fica para outro dia.
Na verdade o que me faz falta é viver mais e sonhar menos...
Enfim, eu acho que não consegui dizer nada, mas ainda assim espero que alguém entenda algo nisso. Pra que ao menos uma parte minha sinta que algo nisso tudo faz sentido, que essa pequena parte possa ter um pouco do quê se orgulhar, que essa mínima parte possa encontrar a tão esperada paz, a tão desejada redenção...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Flores & Chocolates.
Qual o sentido disso tudo? Talvez algum dia a gente descubra... Enquanto isso a gente gasta aquilo que vive, e sente, em linhas vulgares de um blog.
***
Era pra ser sobre raiva e desprezo, mas não é. Agora é sobre melancolia e conivência (não sei se é a melhor palavra) talvez algo parecido com solidariedade se encaixe melhor. Afinal foi só o que restou do que eu achei que ainda tinha...
***
Eu achei que ela não estava mais perdida, que ela havia encontrado um novo rumo, sem amor, mas ainda sim um novo caminho. E que pretendia seguir em frente com isso, eu estava com raiva, porém sem motivo algum. Ela não havia cometido nenhum erro, “mulher, quem te condenou?”, se houve algum erro foi meu, e dessa minha insuportável mania de projetar nas pessoas coisas que não são delas, e que elas não são. Mais uma vez a culpa foi minha.
***
Fomos em frente, cada qual para o seu lado e eu estava disposto a esquecer, eu sei que minha presença não faria falta. Mas ela voltou, ela acenou pra mim. Eu juro que tentei resistir e não falar, me virar ir embora e deixa - lá falando sozinha com as paredes. Não pude fazê-lo e nem sei se poderia tê-lo feito. Porque eu vi, percebi e senti que ela também estava perdida.
***
Eu sabia que aquele poderia ser o momento, o momento que eu talvez tivesse perdido meses atrás e que achei que não mais voltaria é aquele tal do “momento certo”. Eu precisava ajudá-la e ela precisava de ajuda, eu poderia oferecer tudo àquilo que ela precisava, e era também tudo o que eu podia lhe oferecer. Eu poderia lhe comprar flores e chocolates, lhe daria a lua e uma cesta cheia de estrelas, e nos deitaríamos no jardim à tarde para observar as nuvens. E tudo mais de brega que já tenham dito sobre o amor, e que todo mundo deseja fazer com alguém especial.
***
Mas se não for eu, e você tiver encontrado alguém que tenha o amor que você precisa e que lhe compre flores e chocolates, que saiba qual é sua música favorita e que repare quando você muda alguma coisa no cabelo. Bom... Eu só posso mentir e dizer que está tudo bem... Dizer que vou seguir em frente e que ao menos eu fico feliz por você ter encontrado o que procura nos braços de outro alguém, e que eu espero que você seja feliz o tanto quanto você merece...
E fim. (?)
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
As Tragédias dos Nossos Dias.
Tudo estava como deveria, as luzes apagadas criavam a atmosfera necessária, o frio da noite, junto com o estado emocional no qual se encontrava, fazia com que sua mente não pudesse diferenciar sensações físicas de sensações emocionais, de um jeito ou de outro aquela história teria um fim...
De um lado para o outro em seu quarto frio e úmido, o jovem M. não parava de pensar, sabia que uma hora ou outra aquilo iria acabar, se bem ou mal ele não podia saber. Contando de seus vinte e poucos anos, ele julgava que a história poderia ter sido diferente, sabia que não houvera culpados para que tudo acabasse daquela forma, NÃO! Havia apenas um culpado, e era ele... Mas agora tudo iria terminar, talvez até ficasse em paz.
Se ao menos ele não tivesse se perdido naqueles dias, por causa daquele alguém, à pessoa que esteve lá desde sempre, desde que ele se lembrava à pessoa com a qual ele teve menos momentos do que com qualquer outra, porém todos tinham sido mais importantes do que qualquer outro de que ele tinha lembrança, enfim, a única pessoa que ele gostaria que estivesse lá naquelas últimas horas.
As horas passavam, a noite seguia estendendo seu manto negro havia dispensado todos os empregados, decidiu ficar em paz para aquela última prova do destino e dar descanso a todos àqueles que o cercavam e o serviam. Ele já sabia que seu destino estava selado os ares da tragédia já se faziam sentir por todos os lugares do quarto, se ele não podia tê-la ninguém mais poderia, ninguém mais deveria.
Passavam das onze quando ele saiu do quarto e desceu as escadas em direção a sala lá estava uma refeição posta para dois, logo ela chegaria, e ele não poderia demonstrar todo o seu tormento. As onze e quinze a campainha tocou, nervoso ele atendeu a porta, deveria ser ela, só podia ser ela, quem mais poderia ser?
Não era ela. A tragédia naquela noite não seria aquilo que ele havia pensado, tudo mudaria em segundos.
Quando M. abriu a porta sua surpresa não poderia ter sido maior, a porta com uma expressão de claro descontrole mental estava um de seus criados, uma pessoa que também naquela noite tinha decidido por fim a uma história que a muito o escravizava e o entristecia.
***
O patrão nunca havia sido bom com nenhum dos servos, era desses sujeitos que não sabia tratar ninguém com o mínimo de respeito, típico dos que possuem algo, mantinha hábitos reclusos e jamais dera ousadia a qualquer pessoa, sequer tinha amigos, somente alguns bajuladores que vez ou outra vinham visitar-lhe para o exercício da hipocrisia. O máximo de relacionamento que ele e os outros servos sabiam sobre o patrão era de alguém pelo qual ele se correspondia através de cartas misteriosas e semanais nada além disso. Ele o patrão sempre que as recebia trancava-se em seu quarto e as lia solitário. E só,não sabiam de nada além disso.
Hoje ele, o empregado, tinha ido pedir um adiantamento em seu ordenado para que pudesse ajudar o pequeno irmão que estava muito enfermo, o patrão passara todo o dia trancafiado em seu quarto (o motivo também não se sabia). Ele fora várias vezes a porta do quarto para tentar falar com o patrão que nem sequer abriu a porta para lhe dizer qualquer resposta que fosse. Naquele dia o patrão dispensara a todos mais cedo. Quando ele chegou em casa soube que o irmão havia morrido. Os médicos disseram que se o tratamento houvesse sido feito com antecedência poderia haver uma chance de salvar o pequeno. O ódio lhe consumiu então. Tomou a velha arma de seu pai, ganhou a rua e seguiu em direção a casa de seu velho patrão, havia decidido que a tragédia naquela noite não bateria somente em sua porta...
***
Os vizinhos do jovem senhor M. ouviram três tiros, porém não julgaram ser algo que tivesse importância, afinal o que mais de ruim poderia acontecer na casa daquele jovem órfão? Cuja vida já era marcada pela tragédia da morte de seus pais...
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