quarta-feira, 20 de abril de 2011

Prorrogação

Exatamente como da última vez. Você compra, usa, suja, rasga e joga fora. Acorda cedo, corre para alcançar o ônibus, perde a hora do ônibus, diz um palavrão e espera o próximo ônibus. Vê, ouve, gosta e se apaixona. Depois essa mesma paixão te leva a mais uma morte. Não é sempre assim que acontece? Alguém ainda lembra da primeira vez em que se deu conta disso?

Quantas vezes nós morremos na vida? Ouso achar que, ao contrário do que todo mundo pensa, sofremos de mais de uma morte em vida. Cada livro que você deixou de ler, cada canção que não chegou ao seu ouvido, cada amor que terminou; tudo isso sempre traz um pouco de morte consigo, não acham?

Então eu arrisco perguntar, será que você não sabe o que te faz mal e o que te faz bem? Sim você sabe, eu sei, e qualquer idiota tem a capacidade de saber disso. De onde vem esse talento nosso de só querer fazer soar em nossas vidas as notas mais desafinadas? Por que nós somos assim?

[Por que nós não podemos ser assim juntos e de mãos dadas?]

Na sua vida, nas nossas, e na de quem mais estiver se sentindo assim, é sempre
igual. Ás vezes é difícil acordar e lembrar de quem somos, o que pensamos, o que queremos e o que sentimos. Parece um disco repetido várias vezes, um verso mal terminado e que te causa náuseas no fim, e é assim que as coisas se parecem para mim. Talvez nós possamos nos esconder atrás de nossas falsas alergias e de bocejos para ninguém perceber quando nós estamos chorando, mas sempre há um travesseiro úmido de lágrimas no fim da noite.

[como disse o Vanguart, “todos os meus amigos querem morrer... (hoje)”]

Parece que estamos perdidos, mas nós nos recusamos a desistir, estamos prestes a saltar no abismo, no entanto damos um passo pra trás; por quê? Haverá esperança? Valeria pena a caminhada? Infelizmente não sei te responder...

[como disse o Kid Abelha, “será que existe alguém ou um motivo importante?”

***

(Quando eu comecei a escrever esse texto eu queria escrever alguma coisa bonita e feliz, me perdoem.)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lovers Saying

“Então você vai dizer que quer ficar sozinho? Pare de mentir, ninguém nunca quer ficar só...” (sentindo)

“AGORA É VOCÊ QUE QUER IR EMBORA, NÃO É?! EU SEMPRE SOUBE O QUE VOCÊ ERA! EU PERCEBI QUANDO VOCÊ CONTOU TODAS AS SUAS MENTIRAS, VOCÊ NUNCA ME FALOU A VERDADE, NUNCA FALOU NADA, NUNCA DISSE QUE ME AMAVA!” (gritos)

“Oi querida, como você está? Como foi o seu dia? É o meu também não foi legal, porque eu não pude te ver hoje, mas passei todo o dia pensando em você.” (o que eu te diria diariamente com um sorriso no rosto)

“Qual é o problema de olhar para uma mulher que passa na rua? Como assim isso quer dizer que eu não te amo mais? Ora, eu só estou observando as maravilhas da criação divina! Mas eu não disse que você não era uma maravilha! Tudo bem, eu também te amo. Mas não me espere porque hoje eu vou chegar um pouco mais tarde do escritório, vai ter uma reunião até mais tarde...” (sendo um imbecil)

“Sabe o que eu acho que nós deveríamos fazer? Comprar uma Kombi, pintar de cores psicodélicas e sair viajando pelo universo. Vem comigo?” (vontade)

“Nossa como você está linda hoje! Como você É linda! Nossa você é tudo que qualquer cara desejaria em uma garota! Que sorte que eu tenho em ter você.” (o que ele(s) nunca disse)

“Oi, vamos sair hoje? A sério que hoje é teu aniversário? Legal eu nem sabia. Mas e aí você quer sair comigo ou não?” (é só o que ele[s] diz[em])

“Segurar a tua mão? Seguirmos juntos pela longa estrada, e dizer todas aquelas coisas melosas até sermos velhos? [Mas é que eu já me machuquei tanto]... Eu não sei se devo tentar por alguém na minha vida agora. Desculpe” (o que você talvez diga)

“Eu Te Amo...” (o que eu talvez te diga)

“Eu também...” (o que eu gostaria que você dissesse)

domingo, 10 de abril de 2011

"Mea culpa"

“Aonde isso tudo vai parar?

Como a gente vai enxergar?

Por que eu não posso mais cantar?

Por que você não vem comigo?

Por que eu não saio de você?

Por que nós não saímos juntos hoje à noite?”

***

Sabe aqueles dias?(não, não estou falando de TPM) "Aqueles" dias... Aqueles que nos filmes bestas (que tratam de pessoas bestas) ficam entre o dia em que o casal briga, passam dias solitários tomando sorvete em casa e ouvindo músicas depressivas, e o dia em que eles se reencontram e todos são apenas sorrisos. E eles vão andando pelo parque com a câmera em uma perspectiva aérea e pássaros voando, é simplesmente lindo.

Todo mundo sabe que na realidade a coisa não acontece bem assim, e se já estiver cansado de histórias como essa pode ir embora (clique no X no canto superior à direita). A história de sempre, os problemas de sempre, as respostas de sempre. Só mudou o rosto, o número de telefone e o endereço, porque essa parte é a variável. A constante é sempre igual a zero.

***

Já pensou em como “poderia” ter sido? Não acho que nós conseguiríamos ficar pior do quê estaríamos quando nós pensássemos em começar. Eu sei é complicado. É difícil. É injusto.

Injusto por tudo o que nós (todos) somos ,injustos como aquele em quem nós “queremos” acreditar, e que fomos feitos à sua imagem e semelhança, por isso somos assim. Vemos a injustiça todos os dias ao nosso redor e ficamos surpresos, mas sabemos, lá no fundo, que nós todos somos iguais, viemos do mesmo pó.

Então a minha injustiça nada mais foi do quê pensar por você. Sonhar por você, desejar você.

Vocês sabem do que eu estou falando, vocês também querem isso que tem me faltado, não sejam hipócritas, não me falem para mudar e ser aquilo que vocês não podem ser...


***

Vou tentar não mudar, não falar, não pensar... Não.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Entre 19 Paredes.

Então nós começamos a pensar novamente sobre aquelas velhas questões. Pensamos em tudo o que nós havíamos pensado antes, porém agora somos diferentes, agora nós não sabemos quem somos ou o que queremos, e o pior, ainda perdemos nosso tempo para tentar descobrir de onde viemos.

Imagine então se um dia nós acordarmos e percebermos que tudo o que nos faz viver não passa de uma fachada, uma fachada que encobre aquilo que nós realmente somos. De onde vem? Pergunta sem resposta. O que faz com que você se sinta assim? Também sem resposta. São perguntas assim que nos guiam em busca de alcançar não sei o quê. Embora os que pregam os termos técnicos da vida ofereçam respostas, respostas que não convencem em quase nada, mas ainda assim respostas. São essas malditas questões, inúteis, que aparentemente nos dão um por que de ser.

Ora, se há uma fachada (ou mais de uma) encobrindo a verdade provavelmente ela (ou elas) foi posta aí por algum motivo específico. Se for assim por que essa sede, vontade ou desejo, de sempre querer descobrir algo que não deve (aparentemente) ser descoberto? Só por que você não consegue entender o que está escrito nesta maldita fachada? (e eu espero sinceramente que a esta altura do campeonato você já tenha entendido do que eu estou falando, do contrário RUA!).

...

Então aqui estou eu sentado entre 19 paredes, foram construídas através de dias, meses e anos (alguns poucos anos). Nunca soube o porquê dessas paredes, eu nunca soube de onde elas vieram. Mas acontece que eu estou aqui, acontece que eu estou aqui a tempo o suficiente, talvez não, para já ter decidido quem eu sou o que sou e o que quero.

Na verdade eu não sei nem quem sou, nem o que sou e muito menos o que eu quero. Também não sei de grandes coisas a cerca de questões nobres da vida como o amor. Sobre isso até sei de alguma coisa, mas pelo meu estado atual acho que você, caro leitor, não deveria seguir meus conselhos.

Então qual é o propósito enfim disso tudo? Por quê somos obrigados então a carregar tal jugo sobre nossos ombros? O peso de não sabermos o porquê nem a razão de simplesmente estarmos aqui.

Eu não sei... E tenho certeza que vocês também não, portanto parem de ser assim, parem de fingir que estão preocupados com o lugar de onde vocês vieram, parem de mentir, abram as mentes e vamos apenas viver.

(Prometo que tentarei junto com vocês.)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Algumas Coisas

Você diz que já se machucou demais, mas a verdade é que você não esteve em tantas guerras assim, talvez bem menos do que imagine. Diz que tem medo e que não quer mais saber disso... Eu não sei se sua escolha está correta, também não sei se você vai sobreviver a isso tudo. Será mesmo que você tem tanta força assim? Talvez você seja mais forte do que eu afinal.

Por mais que você diga: “Está tudo bem, não se preocupe”. Eu ainda sou capaz de enxergar tristeza nos teus olhos? Aquela mesma tristeza de meses atrás quando você disse que sentia falta não sabia de quê e nem por que sentia falta, só sentia e pronto... Foram nesses dias que eu te conheci, um desses dias chuvosos, desses dias que parecem que vão ser apenas mais um nos 365, porém quando acaba lá está você com uma nova paixão no peito e intermináveis dúvidas.

Eu fiz de tudo pra não duvidar, ir em frente e arriscar como eu nunca tinha feito antes, afinal o que eu tinha a perder? Era só seguir o jargão: "Carregar, apontar e FOGO!" Mas não é tão simples assim, pelo menos eu não acho que as coisas sejam assim tão simples. E talvez por esse motivo você esteja mais certa do que eu na sua escolha. Nunca saberemos. Talvez o tempo, se for piedoso, nos diga qual é a resposta correta algum dia.

Ao fim disso tudo eu me pergunto? Se pra eles está dando certo, se pra todo mundo está dando certo pelo caminho alternativo?

– Ora bolas, mas eu não sou como todo mundo! Diz a consciência resignada.

- Mas ainda assim qualquer um está melhor do que você com toda essa sua “boa consciência”. Respondeu a razão com certa ironia.

- Eu não estou querendo ser boa, muito menos má, eu apenas sou. E é isso que EU sou...

A razão pensou por algum tempo e enfim sentenciou.

- Então você está com problemas minha jovem! Concluiu em um tom preocupado a debochada razão.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Flores & Chocolates 2.0 (Retórica) ou Ataque Cardíaco.


Lembra da última vez? Quando a gente disse que tudo poderia mudar. E até EU estava começando a achar que as coisas talvez pudessem mudar...
***
Você se lembra do que você queria há dez anos? Eu não sei ao certo se lembro do que eu queria, mas algo me diz que não era bem isso daqui que eu tenho hoje. Mas e aí, o que você gostaria de ter sido antes de você ser o que é hoje? Antes de todos os seus erros e pecados e de toda essa culpa.
Nós não precisamos nem voltar tanto tempo, nós podemos voltar apenas dez dias, ou até mesmo dez minutos, no instante em que eu recebi seu SMS que deve ter sido enviado do próprio Lago de Fogo do Inferno... Se bem que, ficar usando essas fábulas pra ilustrar tudo isto não cabe neste contexto, não cabem no MEU contexto e quem ainda se importa com essas bobagens, não se ofenda, mas EU acho que você pode estar perdendo seu tempo. Mas enfim, não era disso que eu estava falando...
Parece que tudo que me liga a você tornou-se amaldiçoado, os teus abraços, os sorrisos, as conversas e até teus SMS, tudo se perdeu. Mas afinal qual foi a razão disso tudo? Porque eu tinha que te ligar logo naquele instante? E mandar um maldito torpedo? Essas coisas não são reais, embora em algumas vezes elas consigam tocar a realidade, mas elas não dizem tudo, e nunca conseguiriam. Elas são incompletas eu sei. Mas mesmo assim VOCÊ vai ousar dizer que não entendeu o que eu estava te falando? Você vai continuar com essas mentiras?
Por que você mentiu? Não precisava ter mentido. Eu não iria te condenar, eu não tinha te condenado antes e não condenaria agora, e além do mais, eu não sou NADA seu pra te condenar (nem amigo e muito menos um irmão). Eu só queria que você não tivesse mentido, ou ao menos me contasse que você iria atirar aos céus tudo o que você tem de mais precioso, que iria viver sem medo, que iria abrir mão de tudo o que você tem de bom, que você alçaria aos céus com todos os seus diamantes...
Esse caminho que você escolheu agora é totalmente diferente do que aquele que nós tínhamos prometido seguir juntos, de mãos dadas e cabeças erguidas, mas agora eu não posso mais te acompanhar, eu até me desculparia com você, mas você não merece mais nada que venha de mim a não ser meu desprezo, você não chega nem a ser uma memória concreta em minha cabeça, nem mesmo um velho sonho, nada, nada, nada...
Eu já disse que eu não me importo com o caminho que você quer seguir, assim como também não me importo com quem você quer seguir. A partir de agora é problema seu, se ele vai comprar ou não as flores e os chocolates que você tanto quer o problema é SEU (mas será que você ainda merece depois de tudo isso?). Será que ele realmente percebe quando você chega? Ele notou que você mudou o cabelo? Ele sabe ao menos qual é a sua cor favorita? Ele se importa? No entanto, como eu já disse antes, isso não é mais da minha conta, EU não me importo.
Sabe do quê mais? (eu tenho que parar com essas perguntas retóricas) EU nem sei o porquê da minha “raiva” ou “ódio”, eu não sei ao certo, mas acho que há também um pouco de decepção...  Se bem que eu não faço mais questão de saber.
Não me importune mais, não me procure mais, não me chame mais, não venha mais, não me peça mais, não viva mais (até porque não existe mais amor dentro de você). Enfim, não encha mais o meu saco!
Tá tudo acabado, mesmo sem ter tido um começo. Até onde eu me lembro eu fui um dos últimos a chegar e pelo visto estou sendo o primeiro a sair, por que não tem mais espaço pra mim aqui, não tem mais jeito para nós.
Enfim...
Fim de um romance bobo.
***

(Na boa o cara que escreve essas merdas deve ser um otário...)
(E por que ele faz tantas perguntas retóricas se nunca sabe nenhuma resposta?)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Você quer Morrer no japão?

“Você vai acabar não chegando a nenhum lugar... Só vai se perder mais.”

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Eu estou tentando. EU JURO. Mas não está dando certo. Os lugares que eu vou não são mais os mesmos lugares que eu costumava ir, os lugares que eu ia não me atraem mais, as casas parecem vazias, os sorrisos perderam graça em simples risos, risadas que não ocupam nem uma janela...

Não são as pessoas ao meu redor (talvez sejam), não são os lugares que eu estou indo (talvez sejam), não são as canções que eu tenho cantado (talvez sejam). A questão é que o problema pode não estar do lado de fora da casa, ou melhor, o problema pode ser comigo e em mim. Disso eu sempre desconfiei, mas a verdade é que, pelo menos eu acho, todo mundo tem um gostinho pelo drama, pela coisa com ares de impossibilidade, parece que quando é assim tudo fica mais bonito, o problema é quando você se acostuma a achar que tudo parece impossível.

Acho que perdi em algum lugar os finais felizes... Perdi a fórmula nos quais os finais felizes se encaixavam. Poderia ter perdido qualquer outra coisa, preferia ter perdido dinheiro. E olha que eu já procurei muito por eles (os finais felizes).

O fato é que eu tenho que continuar. Mando continuar, eu devo continuar? Talvez sim talvez não. Fato é que eu estou seguindo. Mas descontrolado, olho pra baixo e vejo o asfalto se mover sobre meus pés, mas eu não sei onde ele está me levando, não há controle algum, talvez eu vá parar no Japão... Talvez eu não pare, talvez eu nunca morra, talvez eu pare de escrever tanta bobagem...

***


“Você vai ler e talvez não entenda...

Talvez até ria disso tudo, mas é porquê você não sabe.”