“And flew back to phoenix to finish the year as it started...”
Não que eu lembre exatamente como foi o começo do ano (na verdade lembro bem de ~ alguém ~ correndo atrás d’um ladrão e aplicando-lhe um mata-leão enquanto um outro ~ alguém ~ dizia “larga ele, olha o povo, o povo não quer linchar”), mas o fato é que eu lembro o “estado” em que eu me encontrava (não que estejamos falando de geografia, é claro), afinal você “meu amigo, minha amiga” (provavelmente 2 ou 3 leitores) conhecem bem o conteúdo e a linha editorial deste blog.
E o fato curioso é de voltar(mos) ao final de um ano (com previsão para fim de mundo [não acho que tenhamos tanta sorte]) e reparar que você ainda é o mesmo e que o mundo, aparentemente, nem girou. É meio que cair na balela do estudante de filosofia de primeira viagem e escrever, postar, tumblar, twitar; a clássica frase do Heráclito (sim, aquele mesmo lá de Éfeso) do rio que “não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio” e blá blá blá...
Não sei no que pensava o (meio noiado) grego quando chegou a essa conclusão (genialmente) óbvia, mas o que me faz ter essa percepção é fato dos personagens mudarem, os cenários se modficam, mas a trama ‘nuclear’ aparenta sofrer poucas mudanças, tal qual temporadas de malhação (acho que preciso de novos roteiristas p’ra esta vida).
“Nós poderíamos ter tido Paris...” (...) “Mas nós nunca tivemos Paris" .-. (...)
De fato os últimos causos vividos, as últimas cenas da última temporada do ‘folhetim’ até tentaram inovar, mas acho que as brigas com o “roteirista” devem estar prejudicando a “existência” do meu personagem na trama. Eu não lhes saberia dizer se o que aconteceu no encerramento do “Capítulo: Cinza” foi algo totalmente triste ou de certa forma ‘tranquilo’, ou até algo ‘experimental’. E também não lhes diria caso vocês perguntassem, por que eu não estou aqui para estar chorando pitangas com ninguém.
Mas como o rio não é o mesmo, nem o ator é o mesmo... O mundo também não é o mesmo. A queda não foi no mesmo buraco, a bala não perfurou o mesmo peito.
“You're gonna run right back to her arms...”
Mas não se engane você, novamente, “meu amigo e minha amiga”, a lição está cada vez mais consolidada, apesar de que, como ultimamente, um tropeço (não sei nem se deveria chamar assim) aconteça, mas certamente e cada vez com menos freqüência e com menos danos. É como nós aprendemos “Why do we fall, Bruce?” E com isso nós percebemos que para que as luzes acendam e iluminem as trevas em que mergulhamos é necessário que a última luz, que ainda permanece acesa tenha que ser apagada, para que um milhão de luzes acendam no mundo...
- Os versos finais desse (histórico[histórico? kkk]) post também fazem menção de que este blog, por problemas técnicos provavelmente não será mais atualizado. Estou sendo censurado pelo navegador "Google Chorume (chrome)" que fica dizendo que o blog está com vírus e tudo o mais, a única coisa que pode ter de ruim aqui (além do que eu escrevo) é só o que eu escrevo mesmo. Então é isso amig@ leitor, em breve estaremos de casa nova (ou não) e talvez com novas histórias pra contar (ou não²).
Forte abraço(s)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
O nome dela é Es... pe... ran...
“Uma esperança é sempre uma esperança... Não?” El Chanfle, 1979***
(...)
Sim, meu bom Chanfle, e o que mais faríamos se não tivéssemos qualquer coisa que nos fizesse parar para pensar um pouco antes do sono vir para nos aquietar. Qualquer coisa do tipo “mas amanhã pode ser diferente...” Qualquer bobagem que nós teimamos deixar fazer parte da vida.
E se não fosse assim, seríamos mais felizes? Se a vida fosse vivida na plenitude do “viva cada dia como se fosse o último”, certamente estaríamos tão aflitos para ter um porto seguro, desejar talvez um pouco de estabilidade. Se de repente fôssemos os ‘hippies’ que muitas vezes sonhamos ser, de largar tudo, comprar uma Kombi azul, amarrar uma prancha de surf no teto dela e viajar pelo mundo... Eu digo que certamente estaríamos com o mesmo medo que sentimos hoje, sufocados na frente de telas frias iluminando nossas almas pálidas. Enfileirados e mecanizados, repetindo a mesma função, condenados à “apertar botões”... E mesmo na Kombi azul com a prancha em cima, estaríamos bem? Nos sentiríamos saciados?
(Não espere respostas amigo, aqui eu só tenho perguntas...)
O que acontece é que eu nada posso fazer por você aqui, não com estas palavras, pois nem a mim ajudam. Eu não faço nova todas as coisas e muito menos posso carregar seu fardo, pois tenho o meu, é pesado, e não há quem o carregue por mim. E se eu lhes confesso isso é pelo fato de que essa era a proposta inicial. Mas o que dizer de bom desse mundo afinal?
Num mundo onde as pessoas não se dão mais chances, onde falar de amor é “coisa de viado”, onde ter fé é ignorância e manter a esperança não passa de tolice...
(...)
“Se eu só me ‘fodo’ quando to apaixonado, ‘pra quê’ que eu vou me apaixonar de novo?”
(...)
Por que no fundo você sabe amig@ que só há uma coisa pior do que estar na pior por ter terminado mal um romance, é não ter um romance...
E que todo mundo sabe que se existem os momentos ruins, são para que os momentos bons prevaleçam bons, que sejam sempre o motivo pela busca... Para que tenhamos sempre esperança.
Nota: *** www.youtube.com/watch?v=OGgsQphAdZg
(...)
Sim, meu bom Chanfle, e o que mais faríamos se não tivéssemos qualquer coisa que nos fizesse parar para pensar um pouco antes do sono vir para nos aquietar. Qualquer coisa do tipo “mas amanhã pode ser diferente...” Qualquer bobagem que nós teimamos deixar fazer parte da vida.
E se não fosse assim, seríamos mais felizes? Se a vida fosse vivida na plenitude do “viva cada dia como se fosse o último”, certamente estaríamos tão aflitos para ter um porto seguro, desejar talvez um pouco de estabilidade. Se de repente fôssemos os ‘hippies’ que muitas vezes sonhamos ser, de largar tudo, comprar uma Kombi azul, amarrar uma prancha de surf no teto dela e viajar pelo mundo... Eu digo que certamente estaríamos com o mesmo medo que sentimos hoje, sufocados na frente de telas frias iluminando nossas almas pálidas. Enfileirados e mecanizados, repetindo a mesma função, condenados à “apertar botões”... E mesmo na Kombi azul com a prancha em cima, estaríamos bem? Nos sentiríamos saciados?
(Não espere respostas amigo, aqui eu só tenho perguntas...)
O que acontece é que eu nada posso fazer por você aqui, não com estas palavras, pois nem a mim ajudam. Eu não faço nova todas as coisas e muito menos posso carregar seu fardo, pois tenho o meu, é pesado, e não há quem o carregue por mim. E se eu lhes confesso isso é pelo fato de que essa era a proposta inicial. Mas o que dizer de bom desse mundo afinal?
Num mundo onde as pessoas não se dão mais chances, onde falar de amor é “coisa de viado”, onde ter fé é ignorância e manter a esperança não passa de tolice...
(...)
“Se eu só me ‘fodo’ quando to apaixonado, ‘pra quê’ que eu vou me apaixonar de novo?”
(...)
Por que no fundo você sabe amig@ que só há uma coisa pior do que estar na pior por ter terminado mal um romance, é não ter um romance...
E que todo mundo sabe que se existem os momentos ruins, são para que os momentos bons prevaleçam bons, que sejam sempre o motivo pela busca... Para que tenhamos sempre esperança.
Nota: *** www.youtube.com/watch?v=OGgsQphAdZg
sábado, 2 de junho de 2012
domingo.
Mais uma noite, outra queda. Sangue, foi menos doloroso dessa vez; mesmo assim parece familiar, à garganta seca o pulso acelerado, os olhos marejados; tudo muito semelhante ao que já havia acontecido antes, o que sempre acontece. Nenhuma novidade dessa vez.
Eu estou tentando (mentira, não estou) ser o melhor que eu sei que poderia ser. No entanto uma infinitude de “por quês” (igualmente mentira, trata-se de um fato somente). Porém o que há de se fazer? E do que adiantar manter as perguntas sem resposta?
“It's coming around again...”
E pela eternidade virá por este caminho que foi construído antes de nós, e que permanecerá quando já não estivermos por aqui. O caminho que nossos pais julgam ter acertado, porém vinte anos depois percebem que nunca se conheceram, a cama parece pequena demais, a rota parece não ter sido bem traçada, ainda assim ostentam (e por que não iriam?) a boa imagem do casal feliz.
Por mais que você tente ser o melhor que consiga, e até mesmo se você conseguir; o que é dito é que você não estará fazendo a coisa certa, que se perderá e uma vez mais será jogado à vala.
Há os que dizem “Amigo, acredite em mim, você não pode agir desta forma, se assim o fizer por certo morrerás. Perderá tua vida e jamais verás outra vez a luz do sol, onde já se viu, tira logo essa idéia da cabeça".
*** - Ele resmunga isso tentando se convencer do mesmo (Onde já se viu falar de amor desse jeito, todos sabem como devemos tratá-las; elas sabem, até marcham pelo nome como nós devemos chamá-las).***
Enquanto isso o aspirante à jovem Werther sente as entranhas corroendo-se, não quer acreditar nas palavras proferidas pelo amigo, ele não pode acreditar em que sendo tudo o que jamais foi, ou quis ser, alcançará o que sempre esperou, não pode aceitar.
Ele não quer perder, ele quer achar. Não quer fingir que não liga, quer ligar à cada 15 minutos para saber dela, e se não houver nada para saber só escutar sua voz servirá. Não quer ser indiferente, prefere ser diferente do resto do mundo no sonho que ele construiu para dois.
*** - O outro pensa e se nega a aceitar (Não, não e não [até parece uma criança birrenta], não pode ser, como pode ser? Por que? No entanto o que meu bom amigo fala não deixa de possuir sua razão, olhe para mim, olhe onde estou, veja o que sobrou. Algo do que eu fiz até aqui está errado, eu deveria passar menos tempo no fundo daquele poço, porém acabo escorregando e terminando lá, ele não pode estar certo. Mas olhe lá, ele está indo embora no seu carro com sua bela namorada; talvez ele esteja certo afinal).
Eu estou tentando (mentira, não estou) ser o melhor que eu sei que poderia ser. No entanto uma infinitude de “por quês” (igualmente mentira, trata-se de um fato somente). Porém o que há de se fazer? E do que adiantar manter as perguntas sem resposta?
“It's coming around again...”
E pela eternidade virá por este caminho que foi construído antes de nós, e que permanecerá quando já não estivermos por aqui. O caminho que nossos pais julgam ter acertado, porém vinte anos depois percebem que nunca se conheceram, a cama parece pequena demais, a rota parece não ter sido bem traçada, ainda assim ostentam (e por que não iriam?) a boa imagem do casal feliz.
Por mais que você tente ser o melhor que consiga, e até mesmo se você conseguir; o que é dito é que você não estará fazendo a coisa certa, que se perderá e uma vez mais será jogado à vala.
Há os que dizem “Amigo, acredite em mim, você não pode agir desta forma, se assim o fizer por certo morrerás. Perderá tua vida e jamais verás outra vez a luz do sol, onde já se viu, tira logo essa idéia da cabeça".
*** - Ele resmunga isso tentando se convencer do mesmo (Onde já se viu falar de amor desse jeito, todos sabem como devemos tratá-las; elas sabem, até marcham pelo nome como nós devemos chamá-las).***
Enquanto isso o aspirante à jovem Werther sente as entranhas corroendo-se, não quer acreditar nas palavras proferidas pelo amigo, ele não pode acreditar em que sendo tudo o que jamais foi, ou quis ser, alcançará o que sempre esperou, não pode aceitar.
Ele não quer perder, ele quer achar. Não quer fingir que não liga, quer ligar à cada 15 minutos para saber dela, e se não houver nada para saber só escutar sua voz servirá. Não quer ser indiferente, prefere ser diferente do resto do mundo no sonho que ele construiu para dois.
*** - O outro pensa e se nega a aceitar (Não, não e não [até parece uma criança birrenta], não pode ser, como pode ser? Por que? No entanto o que meu bom amigo fala não deixa de possuir sua razão, olhe para mim, olhe onde estou, veja o que sobrou. Algo do que eu fiz até aqui está errado, eu deveria passar menos tempo no fundo daquele poço, porém acabo escorregando e terminando lá, ele não pode estar certo. Mas olhe lá, ele está indo embora no seu carro com sua bela namorada; talvez ele esteja certo afinal).
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Um par.
Dia desses a gente acorda, vai ao banheiro, olha o espelho, faz o eterno ritual. Vai ao quintal, olha para o céu e passa um café. Não que alguém realmente vá se interessar por isso, cada um que tenha seus rituais, mas no fundo, vai pensar que seria legal que alguém compartilhasse desses rituais, no fundo você só está pensando em encontrar alguém para aumentar a “congregação” destes “cultos” pessoais.
É engraçado que você vai ficando mais velho (isto dito por alguém com pouco mais de 20 anos, não confere muita autoridade) e começa com aquele papo ‘clichê’ que diz: “já está na hora de arrumar um par para esse sapato 'velho' e solitário”. Claro que esse é o papo dos que nem conseguiram um par quando novos, e tendo vivido alguns anos mais, tentam usar a passagem do tempo como justificativa.
Mas enquanto a panela não for tampada, a laranja cortada não encontrar a outra metade, e todo esse lenga-lenga sobre gente que quer encontrar um alguém legal e que se identifique o bastante para aturar pelo resto da vida (afinal é disso que se trata a maior parte da busca); continua acordando cedo, indo ao banheiro e olhando o espelho, repitindo o ritual; mais uma vez estará no quintal, vai olhar para o céu e encher o coração (talvez o pulmão, já que é este que se enche de ar) de esperança mais uma vez.
É engraçado que você vai ficando mais velho (isto dito por alguém com pouco mais de 20 anos, não confere muita autoridade) e começa com aquele papo ‘clichê’ que diz: “já está na hora de arrumar um par para esse sapato 'velho' e solitário”. Claro que esse é o papo dos que nem conseguiram um par quando novos, e tendo vivido alguns anos mais, tentam usar a passagem do tempo como justificativa.
Mas enquanto a panela não for tampada, a laranja cortada não encontrar a outra metade, e todo esse lenga-lenga sobre gente que quer encontrar um alguém legal e que se identifique o bastante para aturar pelo resto da vida (afinal é disso que se trata a maior parte da busca); continua acordando cedo, indo ao banheiro e olhando o espelho, repitindo o ritual; mais uma vez estará no quintal, vai olhar para o céu e encher o coração (talvez o pulmão, já que é este que se enche de ar) de esperança mais uma vez.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Do estômago ao coração
Lembra dá última vez em que você se olhou no espelho? Eu lembro. O que a pessoa do outro lado da janela virtual te disse? Para mim não disse coisas boas, disso eu lembro...
E jamais poderia dizer boas coisas, uma vez que não há nada de bom à se dizer para um morto. Sim, o cara do outro lado da janela disse que eu estava morto, eu já avisei que estou morto uma ou mais vezes, não vou falar de novo. Quem quiser que procure por entre os textos chorosos desse lugar...
Me lembro de uma vez em que o cara do espelho me olhou de uma forma esquisita, eu não sabia se ele me olhava daquele jeito por ver o que eu me tornei, ou por sentir o mesmo que eu senti para terminar assim, só lembro da forma como ele me olhou, e ele continua me olhando assim.
Ele sabe, e eu também sei, precisamente o que me falta, exatamente o que eu preciso, o lugar exato para qual eu devo ir. E vez ou outra nós bolamos um plano para tentar fugir da prisão que nos cerca. Uma vez traçados todos os apontamentos, repassados todos os pontos da fuga; partimos em direção ao infinito, em busca da salvação, à bordo uma nave onde os sonhos de alcançar nova vida enchem de esperança o peito.
Não é a primeira vez, não será a última, que os tripulantes lançam-se para o além em busca de qualquer coisa que lhes traga paz. No entanto já houveram outras missões, tragédias ocorreram no meio tempo (cada um tem a “missão Apollo” que merece), para cada fracasso um pouco menos de vida.
Tanto é assim que começo a temer que não haja mais vida à ser salva dentro em breve, não haverá mais por quem lutar, não existirá mais perdição para que o messias possa salvar, em pouco tempo (talvez menos do que imagino) não sobrará nada, e além do mais................................ Espere um momento, do que eu estou falando? Eu estou morto, já à alguns anos que isso aconteceu, e eu já falei disso (uma vez ou mais aqui nesse lugar de chorosos textos...). Talvez como no ‘Sexto Sentido’, eu esteja vagando por aí com um tiro daquele velho fuzil, já velho e esquecido Kalashnikov AK 47 (se esqueceu por que acabou de lembrar?)
E no exato momento em que percebeu sua evidente morte, a nave tripulada por mim e pelo cara do espelho, começou a sofrer duras turbulências, as máquinas pararam de funcionar e a força estava no mínimo, perdidos a esmo na imensidão da galáxia, não tinham mais para onde ir.
*Diário de bordo*
Primeiro dia depois das turbulências, está tudo muito calmo, na nave, que já não funciona, temos suprimentos para sobreviver ainda alguns dias, o cara do espelho anda meio caladão, acho que todo esse papo de morte deixou ele um tanto perturbado. Do lado de fora, pela janela, dá para perceber uma estranha névoa cinza envolvendo a nave, não sei o que acontecerá depois disso...
E jamais poderia dizer boas coisas, uma vez que não há nada de bom à se dizer para um morto. Sim, o cara do outro lado da janela disse que eu estava morto, eu já avisei que estou morto uma ou mais vezes, não vou falar de novo. Quem quiser que procure por entre os textos chorosos desse lugar...
Me lembro de uma vez em que o cara do espelho me olhou de uma forma esquisita, eu não sabia se ele me olhava daquele jeito por ver o que eu me tornei, ou por sentir o mesmo que eu senti para terminar assim, só lembro da forma como ele me olhou, e ele continua me olhando assim.
Ele sabe, e eu também sei, precisamente o que me falta, exatamente o que eu preciso, o lugar exato para qual eu devo ir. E vez ou outra nós bolamos um plano para tentar fugir da prisão que nos cerca. Uma vez traçados todos os apontamentos, repassados todos os pontos da fuga; partimos em direção ao infinito, em busca da salvação, à bordo uma nave onde os sonhos de alcançar nova vida enchem de esperança o peito.
Não é a primeira vez, não será a última, que os tripulantes lançam-se para o além em busca de qualquer coisa que lhes traga paz. No entanto já houveram outras missões, tragédias ocorreram no meio tempo (cada um tem a “missão Apollo” que merece), para cada fracasso um pouco menos de vida.
Tanto é assim que começo a temer que não haja mais vida à ser salva dentro em breve, não haverá mais por quem lutar, não existirá mais perdição para que o messias possa salvar, em pouco tempo (talvez menos do que imagino) não sobrará nada, e além do mais................................ Espere um momento, do que eu estou falando? Eu estou morto, já à alguns anos que isso aconteceu, e eu já falei disso (uma vez ou mais aqui nesse lugar de chorosos textos...). Talvez como no ‘Sexto Sentido’, eu esteja vagando por aí com um tiro daquele velho fuzil, já velho e esquecido Kalashnikov AK 47 (se esqueceu por que acabou de lembrar?)
E no exato momento em que percebeu sua evidente morte, a nave tripulada por mim e pelo cara do espelho, começou a sofrer duras turbulências, as máquinas pararam de funcionar e a força estava no mínimo, perdidos a esmo na imensidão da galáxia, não tinham mais para onde ir.
*Diário de bordo*
Primeiro dia depois das turbulências, está tudo muito calmo, na nave, que já não funciona, temos suprimentos para sobreviver ainda alguns dias, o cara do espelho anda meio caladão, acho que todo esse papo de morte deixou ele um tanto perturbado. Do lado de fora, pela janela, dá para perceber uma estranha névoa cinza envolvendo a nave, não sei o que acontecerá depois disso...
sexta-feira, 23 de março de 2012
Maçã (do amor) Envenenada
Aqui vamos nós; de novo, e de novo, e de novo...
Até que não haja mais chão , até que os pés se cansem e os olhos embacem das lágrimas que não caem mais. E ainda vamos mais uma vez, mesmo que a vida finde, mesmo quando não houver mais passos a serem dados, ‘inda que não hajam mais fios na minha cabeça, ‘té quando os olhos não servirem mais.
E por mais piegas que seja, de tanto que desacreditam até faz parecer mentira, contamos para nós mesmos que é mentira o que dizem ser mentira, tentamos para não cair no erro, ou talvez acerto, de cair mais uma vez, não à toa do inglês ‘fall in Love...’ E se o poeta, que é poeta, disse que.. [como é que era mesmo?] Alguma coisa sobre escrever sobre o ‘amor’ ser ridículo. Ora, se ele foi capaz de escrever algo tão óbvio e foi exaltado, por que eu seria condenado por chegar a mesma conclusão? [Por que o que você escreve aqui é uma bosta!]
E assim como as palavras [estas aqui] sem rumo, também são os passos [nossos] e a vida [a minha]. Não dizem coisa alguma, à lugar nenhum chegam e pouco conseguem ser. Pelo fato de que não somos, por medo, aquilo que nos fará melhores. Se é tão brega dizer que ‘nós somos almas em busca de alguma alma igual a nossa’ (ou qualquer coisa desse tipo)... Então a conclusão óbvia que se deve chegar é que o mundo será salvo num show do Reginaldo Rossi.
Como sempre dizendo muito e não dizendo nada...
É óbvio que vocês já entenderam, eu já falei sobre isso antes, só que havia passado um tempo sem falar, não de propósito, mas por menos motivação. Todo mundo sabe alguma coisa sobre o amor, vive um ou talvez mais. Alguns chegam a felicidade enjoativa e repetitiva como cheiro de uma maçã do amor (é um cheiro tão bom que enjoa), vivem dentro dos limites, amam o que podem, vivem o que devem e terminam felizes, não os culpo por serem assim, mas não alcançam, e jamais alcançarão, a melhor parte. Não se engane se tudo, até aqui, demonstrou uma possível ‘preparação’ para mais uma “ode” ao amor. Não. Não são palavras de um alguém qualquer que desacreditou de vez do amor, também não.
Mas é que ontem antes de dormir eu simplesmente percebi que algumas pessoas simplesmente não nascem para esse tal de ‘amor’, e tem o estômago muito fraco para “Maçãs do amor”.
***
Volte ao início, encontre alguém, agüente firme um pouco mais, diga que veio só para poder se despedir mais uma vez.
Até que não haja mais chão , até que os pés se cansem e os olhos embacem das lágrimas que não caem mais. E ainda vamos mais uma vez, mesmo que a vida finde, mesmo quando não houver mais passos a serem dados, ‘inda que não hajam mais fios na minha cabeça, ‘té quando os olhos não servirem mais.
E por mais piegas que seja, de tanto que desacreditam até faz parecer mentira, contamos para nós mesmos que é mentira o que dizem ser mentira, tentamos para não cair no erro, ou talvez acerto, de cair mais uma vez, não à toa do inglês ‘fall in Love...’ E se o poeta, que é poeta, disse que.. [como é que era mesmo?] Alguma coisa sobre escrever sobre o ‘amor’ ser ridículo. Ora, se ele foi capaz de escrever algo tão óbvio e foi exaltado, por que eu seria condenado por chegar a mesma conclusão? [Por que o que você escreve aqui é uma bosta!]
E assim como as palavras [estas aqui] sem rumo, também são os passos [nossos] e a vida [a minha]. Não dizem coisa alguma, à lugar nenhum chegam e pouco conseguem ser. Pelo fato de que não somos, por medo, aquilo que nos fará melhores. Se é tão brega dizer que ‘nós somos almas em busca de alguma alma igual a nossa’ (ou qualquer coisa desse tipo)... Então a conclusão óbvia que se deve chegar é que o mundo será salvo num show do Reginaldo Rossi.
Como sempre dizendo muito e não dizendo nada...
É óbvio que vocês já entenderam, eu já falei sobre isso antes, só que havia passado um tempo sem falar, não de propósito, mas por menos motivação. Todo mundo sabe alguma coisa sobre o amor, vive um ou talvez mais. Alguns chegam a felicidade enjoativa e repetitiva como cheiro de uma maçã do amor (é um cheiro tão bom que enjoa), vivem dentro dos limites, amam o que podem, vivem o que devem e terminam felizes, não os culpo por serem assim, mas não alcançam, e jamais alcançarão, a melhor parte. Não se engane se tudo, até aqui, demonstrou uma possível ‘preparação’ para mais uma “ode” ao amor. Não. Não são palavras de um alguém qualquer que desacreditou de vez do amor, também não.
Mas é que ontem antes de dormir eu simplesmente percebi que algumas pessoas simplesmente não nascem para esse tal de ‘amor’, e tem o estômago muito fraco para “Maçãs do amor”.
***
Volte ao início, encontre alguém, agüente firme um pouco mais, diga que veio só para poder se despedir mais uma vez.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Quem vai na "pipoca" também é feliz... [Especial de Carnaval]
“Quanto riso, ah, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
O Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão (...)”
E segue em frente, seguindo o bloco. Não por vontade, mas por falta de oportunidade de estar em outros lugares, na companhia de almas melhores, vivendo antigos romances.
Na esperança vã de que os sorrisos; conseguidos aos pulos e passos (incertos) de dança, na companhia de (não tão) bons amigos, lembrando do que nunca começou, novela de “vale a pena ver de novo”, ainda com o mesmo final, velha e eterna história- lhe tragam um pouco de conforto.
Se mesmo assim você ainda precisar pôr a velha máscara para poder sair de casa, se não quiser fazer às vezes do velho Pierrot, sempre lamentando as mesmas lamúrias. Então vem comigo, que já estou pronto e fantasiado, por que as lágrimas no carnaval são somente do mesmo Pierrot, que não sou eu.
Vale ficar bem, pular o máximo que puder, dançar sem saber, roubar um sorriso para si, viver um pouco de vida... Mas se ainda assim, se não quiser sorrir. Deixa em paz, queima essa tristeza toda de uma vez e espera chegar as cinzas da quarta-feira...
“Vou beijar-te agora
Não me leve a mal,
Hoje é carnaval(...)”
Mais de mil palhaços no salão
O Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão (...)”
E segue em frente, seguindo o bloco. Não por vontade, mas por falta de oportunidade de estar em outros lugares, na companhia de almas melhores, vivendo antigos romances.
Na esperança vã de que os sorrisos; conseguidos aos pulos e passos (incertos) de dança, na companhia de (não tão) bons amigos, lembrando do que nunca começou, novela de “vale a pena ver de novo”, ainda com o mesmo final, velha e eterna história- lhe tragam um pouco de conforto.
Se mesmo assim você ainda precisar pôr a velha máscara para poder sair de casa, se não quiser fazer às vezes do velho Pierrot, sempre lamentando as mesmas lamúrias. Então vem comigo, que já estou pronto e fantasiado, por que as lágrimas no carnaval são somente do mesmo Pierrot, que não sou eu.
Vale ficar bem, pular o máximo que puder, dançar sem saber, roubar um sorriso para si, viver um pouco de vida... Mas se ainda assim, se não quiser sorrir. Deixa em paz, queima essa tristeza toda de uma vez e espera chegar as cinzas da quarta-feira...
“Vou beijar-te agora
Não me leve a mal,
Hoje é carnaval(...)”
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
E vivem... (Lost Ideas)
É que na verdade sempre está em falta, mas ninguém está disposto a suprir. O caso é que, ou por medo, ou burrice, falar de amor tem se tornado cada vez mais custoso para alguns. É quase que pecado falar/cantar sobre isso nesse mundo tão, e cada vez mais, ansioso por liberdade e ainda assim as pessoas não percebem o que é que realmente irá trazê-la.
Parece que há um estranho preconceito sobre o que é a antítese de todos os preconceitos. É engraçado notar como todos estão dispostos a fazer do mundo um lugar melhor, é notável ver os esforços do alto do mais nobre sofativista ao compartilhar possibilidades de um mundo melhor ou toda a curtição celeumática numa clara aspiração humanitária e fliantrópica.
Mas ultimamente tudo o que todo mundo quer, é mudar o mundo o tempo todo.
Se nossos olhos não tivessem sido amaldiçoados com a capacidade de só poder olhar para o lado de fora...
Não deveria ser, mas ao passo que observamos cada vez mais o mundo, não percebem que ele está piorando a cada dia, para além de suas ambições filantrópicas ‘em rede’. Poucos reparam que os problemas do mundo não estão diminuindo, perdão, reparam sim e se fazem heróis, como se possuíssem a glória findada de lendas do passado, mas seus olhos não enxergam, não foram feitos para enxergar além.
É que não conseguem perceber que a pequena mancha no tapete, não é todo o problema. O problema é maior, por baixo da mancha existe uma infiltração, que se não for reparada fará o chão desabar. O que fazem é empregar pequenos consertos aqui e acolá, mas por mais que tentem (ou não tentam), são incapazes de enxergar a verdade por baixo do tapete, a origem do mal.
No entanto, meu caro amigo (talvez inimigo) leitor, não se engane pelas palavras (não tão) inflamadas nesse humilde escrito. Eu não sei o que será do mundo, é fato que ele não vai bem e os esforços pela mudança tem sido vãos.
Não sei bem, mas acho que as idéias estão perdidas no mundo... Assim como nesse texto. Tentem encontrá-las.
Parece que há um estranho preconceito sobre o que é a antítese de todos os preconceitos. É engraçado notar como todos estão dispostos a fazer do mundo um lugar melhor, é notável ver os esforços do alto do mais nobre sofativista ao compartilhar possibilidades de um mundo melhor ou toda a curtição celeumática numa clara aspiração humanitária e fliantrópica.
Mas ultimamente tudo o que todo mundo quer, é mudar o mundo o tempo todo.
Se nossos olhos não tivessem sido amaldiçoados com a capacidade de só poder olhar para o lado de fora...
Não deveria ser, mas ao passo que observamos cada vez mais o mundo, não percebem que ele está piorando a cada dia, para além de suas ambições filantrópicas ‘em rede’. Poucos reparam que os problemas do mundo não estão diminuindo, perdão, reparam sim e se fazem heróis, como se possuíssem a glória findada de lendas do passado, mas seus olhos não enxergam, não foram feitos para enxergar além.
É que não conseguem perceber que a pequena mancha no tapete, não é todo o problema. O problema é maior, por baixo da mancha existe uma infiltração, que se não for reparada fará o chão desabar. O que fazem é empregar pequenos consertos aqui e acolá, mas por mais que tentem (ou não tentam), são incapazes de enxergar a verdade por baixo do tapete, a origem do mal.
No entanto, meu caro amigo (talvez inimigo) leitor, não se engane pelas palavras (não tão) inflamadas nesse humilde escrito. Eu não sei o que será do mundo, é fato que ele não vai bem e os esforços pela mudança tem sido vãos.
Não sei bem, mas acho que as idéias estão perdidas no mundo... Assim como nesse texto. Tentem encontrá-las.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
O Preponderante e o Inevitável (Especial de duas décadas)
Quando você pensar que tudo terminou, que chegou onde podia, não onde queria, que ‘combateu o bom combate’; lembre-se que você ainda pode ter um pouco mais de estrada a percorrer...
(...)
Tão clichê quanto acordar e abrir os olhos, é inevitável fazer o ‘balanço geral das operações’ no dia em que fazemos nossa estréia no planeta. Mais clichê que isso tudo é escrever um texto para por num blog, que é tão clichê quanto outros que falam de ‘emoções’, ‘revoltas’ e tudo o mais que as pessoas vem por aí em blogs dessa categoria.
Mas não deixa de ser pretensioso achar que do alto de duas longas décadas (ui, como ele viveu muito!) a vida se esgotou, que viveu todos os amores, que cantou todas as canções... No entanto, eu não ousaria- dizer para um garoto de 9 anos que molha seu travesseiro pela primeira vez, com as inéditas dores de uma coisa nova, para ele, chamada ‘amor’; usar o velho discurso (minha opinião [e de quem mais seria, se o blog é teu?]) hipócrita de que “Ahh meu jovem rapaz, já passei por isso, o tempo trata de curar. Olhe para mim, hoje sou uma pessoa cujos olhos brilham com a alegria do nascer de um novo dia. E você irá superar, trata de levantar, enxugar estas lágrimas tão banais e vai escovar os dentes para ir ao colégio”. Não se usa uma mesma medida para pesos diferentes.
O que aparenta ser, talvez um impulso neurológico, ou obra dos deuses, é que os momentos tristes são os mais ‘benéficos’, isto pelo fato de que a apreciação dos momentos de alegria (sempre e cada vez mais raros) só é verdadeira e melhor vivida uma vez que o sujeito passou a provação do martírio, seja qual for, seja pelo que for; não serei eu o juiz.
Resta refletir sobre nosso ato-único nesta peça e neste palco (isso soa tão Pedro Bial em eliminação do BBB...), cabe saber dos monólogos e compreender os diálogos, estudar as expressões e analisar as facetas, perceber as reações da platéia.
E quando as cortinas finalmente se fecharam... Ecoarão aplausos ou vaias? Que importará? Então não é verdade que o que importa é que você faça o que quer sem se importar com o que os outros pensam? Se fosse assim, para que trazer tantas pessoas para assistir o teu espetáculo então?
*e o eliminado, com 99% dos votos, é VOCÊ [fulano]... vem pra cá receber o carinho e apoio dos teu familiares que tanto te amam..*(RISOS)
(...)
Uma interessante idéia surge ao alcançar as duas primeiras décadas de existência... E se daqui a mais 7 anos, na idade cabalística onde os grandes alcançam o limite da glória, onde as estrelas brilham seu brilho intenso e derradeiro... Alcançarei eu a merecida glória (merecida sim, eu acho u_u)? Só o futuro dirá, não perca nosso próximo post, nesse mesmo blog, nesta mesma internet (ou não)...
(...)
As ondas castigavam por todos os lados, o gosto de água salgada deixava enjoado, o corpo já não tinha mais forças começava a submergir, as imagens tornando-se difusas a cada segundo... Uma mão lhe segura, o puxa para cima, o ar puro parece lhe aliviar mais do que o corpo castigado, quase como se a alma alcançasse independência física. Mas as mãos eram fracas, aparentavam não ter força... Começava a submergir mais uma vez...
(...)
Tão clichê quanto acordar e abrir os olhos, é inevitável fazer o ‘balanço geral das operações’ no dia em que fazemos nossa estréia no planeta. Mais clichê que isso tudo é escrever um texto para por num blog, que é tão clichê quanto outros que falam de ‘emoções’, ‘revoltas’ e tudo o mais que as pessoas vem por aí em blogs dessa categoria.
Mas não deixa de ser pretensioso achar que do alto de duas longas décadas (ui, como ele viveu muito!) a vida se esgotou, que viveu todos os amores, que cantou todas as canções... No entanto, eu não ousaria- dizer para um garoto de 9 anos que molha seu travesseiro pela primeira vez, com as inéditas dores de uma coisa nova, para ele, chamada ‘amor’; usar o velho discurso (minha opinião [e de quem mais seria, se o blog é teu?]) hipócrita de que “Ahh meu jovem rapaz, já passei por isso, o tempo trata de curar. Olhe para mim, hoje sou uma pessoa cujos olhos brilham com a alegria do nascer de um novo dia. E você irá superar, trata de levantar, enxugar estas lágrimas tão banais e vai escovar os dentes para ir ao colégio”. Não se usa uma mesma medida para pesos diferentes.
O que aparenta ser, talvez um impulso neurológico, ou obra dos deuses, é que os momentos tristes são os mais ‘benéficos’, isto pelo fato de que a apreciação dos momentos de alegria (sempre e cada vez mais raros) só é verdadeira e melhor vivida uma vez que o sujeito passou a provação do martírio, seja qual for, seja pelo que for; não serei eu o juiz.
Resta refletir sobre nosso ato-único nesta peça e neste palco (isso soa tão Pedro Bial em eliminação do BBB...), cabe saber dos monólogos e compreender os diálogos, estudar as expressões e analisar as facetas, perceber as reações da platéia.
E quando as cortinas finalmente se fecharam... Ecoarão aplausos ou vaias? Que importará? Então não é verdade que o que importa é que você faça o que quer sem se importar com o que os outros pensam? Se fosse assim, para que trazer tantas pessoas para assistir o teu espetáculo então?
*e o eliminado, com 99% dos votos, é VOCÊ [fulano]... vem pra cá receber o carinho e apoio dos teu familiares que tanto te amam..*(RISOS)
(...)
Uma interessante idéia surge ao alcançar as duas primeiras décadas de existência... E se daqui a mais 7 anos, na idade cabalística onde os grandes alcançam o limite da glória, onde as estrelas brilham seu brilho intenso e derradeiro... Alcançarei eu a merecida glória (merecida sim, eu acho u_u)? Só o futuro dirá, não perca nosso próximo post, nesse mesmo blog, nesta mesma internet (ou não)...
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As ondas castigavam por todos os lados, o gosto de água salgada deixava enjoado, o corpo já não tinha mais forças começava a submergir, as imagens tornando-se difusas a cada segundo... Uma mão lhe segura, o puxa para cima, o ar puro parece lhe aliviar mais do que o corpo castigado, quase como se a alma alcançasse independência física. Mas as mãos eram fracas, aparentavam não ter força... Começava a submergir mais uma vez...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
De viver...
Você mantém-se observando de longe...
Por que sabemos, de ver e viver, que assim é mais fácil. Tentar fazer algo é sempre mais difícil, enxergar o que não está à frente dos olhos não é tarefa das mais fáceis. Quando somos desafiados pelos dias da labuta é que percebemos que o bom do bem nem sempre é tão valoroso, a recompensa nem sempre vale o esforço.
Não é simplesmente o fato de que vocês não queiram fazer o bem, eu também não quero, vocês até que fazem o bem em certa medida, eu também o faço em alguma medida; o que me intriga é justamente o ‘mau’ que é feito, todos os dias, por todas as pessoas. Uns cometem e outros acusam, uns fazem o que é bom na ânsia da recompensa, mas o que há de bom em fazer o bem? E o que se vê de mal em ser mau? E por que você está com essa cara ‘má’ agora ao ler essas coisas?
São sempre os dois lados da mesma moeda...
Tanto que seria pedir/exigir demais que com nossos olhos de cabestro, conseguíssemos a façanha de olhar para um lado a mais do que o único que podemos ver. Acontece que é tão mais fácil se juntar a outros com uma alma parecida com a sua, em caminhos já pré-dispostos e simplesmente segui-los, isso parece ser tão 'bom'.
É tão honesto acusar o policial que agride o jovem negro e estudante, que faz um protesto com um discurso que não é seu, que sequer compreende pelo que luta ou por quem, sabe apenas que precisa fazê-lo, “Lutar sempre!”, ambos querem mudar o mundo, ambos tem um caminho a seguir. São dois lados, uma moeda, qual o lado do 'bem'?
O que eu espero que você, amigo leitor (ou talvez inimigo), possa perceber é que não se deve fazer o que eu aqui estou propondo, não vá enxergar os dois lados da moeda, não vá tentar percorrer quatro caminhos com duas pernas. Trate de cuidar-se e manter-se focado no seu, seja ele honesto ou não, seja ele bom ou mau. Viva, e é tudo o que você tem para fazer.
Por que sabemos, de ver e viver, que assim é mais fácil. Tentar fazer algo é sempre mais difícil, enxergar o que não está à frente dos olhos não é tarefa das mais fáceis. Quando somos desafiados pelos dias da labuta é que percebemos que o bom do bem nem sempre é tão valoroso, a recompensa nem sempre vale o esforço.
Não é simplesmente o fato de que vocês não queiram fazer o bem, eu também não quero, vocês até que fazem o bem em certa medida, eu também o faço em alguma medida; o que me intriga é justamente o ‘mau’ que é feito, todos os dias, por todas as pessoas. Uns cometem e outros acusam, uns fazem o que é bom na ânsia da recompensa, mas o que há de bom em fazer o bem? E o que se vê de mal em ser mau? E por que você está com essa cara ‘má’ agora ao ler essas coisas?
São sempre os dois lados da mesma moeda...
Tanto que seria pedir/exigir demais que com nossos olhos de cabestro, conseguíssemos a façanha de olhar para um lado a mais do que o único que podemos ver. Acontece que é tão mais fácil se juntar a outros com uma alma parecida com a sua, em caminhos já pré-dispostos e simplesmente segui-los, isso parece ser tão 'bom'.
É tão honesto acusar o policial que agride o jovem negro e estudante, que faz um protesto com um discurso que não é seu, que sequer compreende pelo que luta ou por quem, sabe apenas que precisa fazê-lo, “Lutar sempre!”, ambos querem mudar o mundo, ambos tem um caminho a seguir. São dois lados, uma moeda, qual o lado do 'bem'?
O que eu espero que você, amigo leitor (ou talvez inimigo), possa perceber é que não se deve fazer o que eu aqui estou propondo, não vá enxergar os dois lados da moeda, não vá tentar percorrer quatro caminhos com duas pernas. Trate de cuidar-se e manter-se focado no seu, seja ele honesto ou não, seja ele bom ou mau. Viva, e é tudo o que você tem para fazer.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Especial de Fim de ano
“Não importa o quanto você ande, é provável que você sempre volte para o mesmo lugar. Ou você ainda não percebeu que o mundo é um círculo?”
...
Dessa vez eu não errei e não há motivo para me desculpar, não caí do alto de um grande buraco (como em Vacancy/No Vacancy) e por isso não é necessário que você sinta-se comovido com a minha dor, não fui alvejado por tiros de antigos fuzis russos, portanto não morri, estou vivo! Mas nem por isso estou bem. Sinto como se tivesse cometido todos os erros do mundo, como se meus ossos estivessem partidos por ter caído de um alto buraco, como se tivesse sido fuzilado por um fuzil Kalashnikov em pleno estado de funcionamento e, no entanto, sinto-me tão morto quanto antes.
Tanto é assim que acredito que entre um passo e outro, ao longo de tudo, não me movi um centímetro... Ora, estamos em dezembro, é claro que eu estou falando do que aconteceu neste ano, do quanto eu vivi, do tanto que morri, do que eu descobri, alguma coisa que vi e outro tanto do que ouvi falar.
*Voz do Sílvio Santos*
“Senhoras e senhores, este é nosso ESPECIAL DE FIM DE ANO.” *Voz do Sílvio Santos*
[E agora todas as coisas iniciam um término]
Além de um ano que termina, onde, com algum esforço, contei nestes escritos parte de alguns romances, aventuras que não vivi e ideias que [nunca] poderiam mudar o mundo.
Termina uma vida, nasce outra... Para cada um que vive, um outro morre. Para cada piscar de olhos, um novo universo. O leitor mais atento desse [nenhum pouco] notório blog, deve ter percebido a insistência na dialética entre fim e começo, bem e mal, céu e terra (não inferno); como notado em “É necessário que tudo acabe para começar outra vez..” e “Culpado (Eu?)”. Falei de violências sofridas e algumas que eu planejo [nunca] executar; tal como em “Desfibrilador”.
Refleti sobre nós, sobre você, sobre mim; tentei encontrar uma saída, algo que pudesse me desse uma soulução, não não.. Era "salvação"; mas também tentei em “Algumas Coisas”, “Entre 19 paredes” e “Mea Culpa”.
Houve um pouco de desabafo em “Redenção” e “Você quer Morrer no Japão?”; além de terem os títulos mais simpáticos de todo esse blog.
E como prelúdio do fim deste ciclo, mesmo que tenha sido inconsciente, tivemos “Lovers Saying” e “Prorrogação”, antes disso tudo é claro tivemos boas doses de melação, choração, depressão ; coisas de cotovelos doídos e moídos. Como em “Flores & Chocolates” “Flores & Chocolates 2.0 (Retórica) ou Ataque Cardíaco.”(e desses tenho que dizer que foram mais dramatizados do que deviam), além de outra dose em “Mais um vacilo mais um problema cardíaco” e “Em mares Incertos”. Mas nada disso se comparou ao que me atingiu em “#meutunãosabeoqueaconteceu” e em “Violência”, vocês não tem idéia, nunca souberam, ela pouco se importou; e o que eu tinha para dizer eu lhe disse, da seguinte forma...
[Mas ainda assim, quando me pergunto onde isso realmente começou, algo me diz que os seus olhos me chamaram a atenção bem antes, na verdade o seu nome (um tanto esquisito) também me chamou atenção. Eu devo ter perguntado a alguém “qual é o nome daquela menina?” e alguém deve ter respondido “o nome dela éAna Klivia” e eu pensei “mas que raios de nome é esse?”]
[Medo de vc, minhas “fugas”, mas o que me parece é que vc observava aquilo tudo de forma superficial, vc aparenta não ter percebido o que havia por trás do fake, do anagrama e tudo mais. Por trás daquilo tudo havia um sentimento ENORME, um sentimento do tamanho do mundo, maior do que eu, maior do que a fé que eu tinha, maior do que todo o quarteirão.]
[Mas ao contrário do que dizem sobre o amor, esse amor (ou quase amor) não me fez bem, ele fez justamente como a frase “devorou tudo, não deixou nada” e isso em todas as esferas da existência de uma pessoa, não me sobrou nada, não sobrou vida, nem raiva, nem nada, me faltou vida; por vezes pensei em suicídio (cheguei a uma tentativa ridícula e sem sucesso, mas nada muito grave[para minha saúde]), mas a vida não terminou (e eu pedi muito isso a ‘deus’) e como eu não tinha coragem de “dar cabo” da mesma, decidi seguir em frente, decidi continuar.]
[Nada me ajudou, até que eu percebi “o tempo cura, por mais clichê que isso seja, o tempo cura”, mas deixou uma cicatriz horrorosa na minha vida, a minha alma não era mais a mesma, muitas coisas haviam sido perdidas pelo caminho, da fé, mal se ouvia falar dentro de mim, todos os outros e novos ‘romances’ só me faziam lembrar vc, mas apesar disso, sobrevivi, com todas as marcas e cicatrizes.]
Isso são fragmentos, quase cartas apócrifas e hereges de histórias que nunca existiram e um pouco foram cantadas, mas para quase nenhuma platéia. E se mesmo tendo lido, você não conseguiu compreender, sinto muito; a ‘carta’ é maior, mas por medo de ser processado por bullying e um pouco de fadiga, prefiro deixar apenas fragmentos soltos no ar, quem conseguir captar ou tocar algum, sinta-se feliz .
Eu não posso te culpar por não ter me curado da forma que você poderia (e que você de certa forma propôs, não fuja disso), no entanto, não me julgue por substituir o nobre amor pelo tão sofrível e vulgar ódio. Sim, é o que sobra, é a dialética da vida, tudo acaba para começar outra vez(acho que eu já disse isso) ‘inda que pior, ou sobre certa ótica até melhor. Sigo em busca do que sempre rejeitei e agora preciso, e por uma trágica ironia, você afirma ter encontrado pela primeira vez o que sempre faltou.
A caminhada teve seu derradeiro fim, é mais uma canção que termina... E ainda assim continua soando.
[...]
Não sou do tipo que faz saldos e balanços ao fim de cada ano. Isso por que geralmente o resultado é negativo, prefiro me poupar ao menos disso, não gosto da idéia: “Então é natal e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez.” (Não me enche o saco Simone)
Não sei o que será daqui pra frente desta “fosca” última luz que teima em permanecer acesa. As idéias continuaram surgindo e ‘inda que não postas em uma plataforma fria e física, como essa, estarão postas no mundo, no universo que há em cada um de nós... Investidas literárias que houveram aqui como em “As Tragédias dos Nossos Dias” e “Vidas a Mais” me aparentaram ter conseguido bom resultado, mas não sei... Talvez o defeito da minha escrita seja revelar tudo o que eu quero, cabendo ao bom escritor esconder com maestria suas desventuras, dores e amores.
Para começar, uma vez que o começo é o primeiro segundo após o fim (ISSO VOCÊ JÁ DISSE UMAS 20 VEZES, SEU IDIOTA). É chegada a hora, postos os fogos, champagnes estão sendo estourados, mais um ano, menos um ano, tudo questão de ponto de vista. E se de repente no meio tempo você sentir lascívia por uma leitura “provocante e confessional”... Comece pelo começo #1.
[fim do primeiro começo...]
...
Dessa vez eu não errei e não há motivo para me desculpar, não caí do alto de um grande buraco (como em Vacancy/No Vacancy) e por isso não é necessário que você sinta-se comovido com a minha dor, não fui alvejado por tiros de antigos fuzis russos, portanto não morri, estou vivo! Mas nem por isso estou bem. Sinto como se tivesse cometido todos os erros do mundo, como se meus ossos estivessem partidos por ter caído de um alto buraco, como se tivesse sido fuzilado por um fuzil Kalashnikov em pleno estado de funcionamento e, no entanto, sinto-me tão morto quanto antes.
Tanto é assim que acredito que entre um passo e outro, ao longo de tudo, não me movi um centímetro... Ora, estamos em dezembro, é claro que eu estou falando do que aconteceu neste ano, do quanto eu vivi, do tanto que morri, do que eu descobri, alguma coisa que vi e outro tanto do que ouvi falar.
*Voz do Sílvio Santos*
“Senhoras e senhores, este é nosso ESPECIAL DE FIM DE ANO.” *Voz do Sílvio Santos*
[E agora todas as coisas iniciam um término]
Além de um ano que termina, onde, com algum esforço, contei nestes escritos parte de alguns romances, aventuras que não vivi e ideias que [nunca] poderiam mudar o mundo.
Termina uma vida, nasce outra... Para cada um que vive, um outro morre. Para cada piscar de olhos, um novo universo. O leitor mais atento desse [nenhum pouco] notório blog, deve ter percebido a insistência na dialética entre fim e começo, bem e mal, céu e terra (não inferno); como notado em “É necessário que tudo acabe para começar outra vez..” e “Culpado (Eu?)”. Falei de violências sofridas e algumas que eu planejo [nunca] executar; tal como em “Desfibrilador”.
Refleti sobre nós, sobre você, sobre mim; tentei encontrar uma saída, algo que pudesse me desse uma soulução, não não.. Era "salvação"; mas também tentei em “Algumas Coisas”, “Entre 19 paredes” e “Mea Culpa”.
Houve um pouco de desabafo em “Redenção” e “Você quer Morrer no Japão?”; além de terem os títulos mais simpáticos de todo esse blog.
E como prelúdio do fim deste ciclo, mesmo que tenha sido inconsciente, tivemos “Lovers Saying” e “Prorrogação”, antes disso tudo é claro tivemos boas doses de melação, choração, depressão ; coisas de cotovelos doídos e moídos. Como em “Flores & Chocolates” “Flores & Chocolates 2.0 (Retórica) ou Ataque Cardíaco.”(e desses tenho que dizer que foram mais dramatizados do que deviam), além de outra dose em “Mais um vacilo mais um problema cardíaco” e “Em mares Incertos”. Mas nada disso se comparou ao que me atingiu em “#meutunãosabeoqueaconteceu” e em “Violência”, vocês não tem idéia, nunca souberam, ela pouco se importou; e o que eu tinha para dizer eu lhe disse, da seguinte forma...
[Mas ainda assim, quando me pergunto onde isso realmente começou, algo me diz que os seus olhos me chamaram a atenção bem antes, na verdade o seu nome (um tanto esquisito) também me chamou atenção. Eu devo ter perguntado a alguém “qual é o nome daquela menina?” e alguém deve ter respondido “o nome dela é
[Medo de vc, minhas “fugas”, mas o que me parece é que vc observava aquilo tudo de forma superficial, vc aparenta não ter percebido o que havia por trás do fake, do anagrama e tudo mais. Por trás daquilo tudo havia um sentimento ENORME, um sentimento do tamanho do mundo, maior do que eu, maior do que a fé que eu tinha, maior do que todo o quarteirão.]
[Mas ao contrário do que dizem sobre o amor, esse amor (ou quase amor) não me fez bem, ele fez justamente como a frase “devorou tudo, não deixou nada” e isso em todas as esferas da existência de uma pessoa, não me sobrou nada, não sobrou vida, nem raiva, nem nada, me faltou vida; por vezes pensei em suicídio (cheguei a uma tentativa ridícula e sem sucesso, mas nada muito grave[para minha saúde]), mas a vida não terminou (e eu pedi muito isso a ‘deus’) e como eu não tinha coragem de “dar cabo” da mesma, decidi seguir em frente, decidi continuar.]
[Nada me ajudou, até que eu percebi “o tempo cura, por mais clichê que isso seja, o tempo cura”, mas deixou uma cicatriz horrorosa na minha vida, a minha alma não era mais a mesma, muitas coisas haviam sido perdidas pelo caminho, da fé, mal se ouvia falar dentro de mim, todos os outros e novos ‘romances’ só me faziam lembrar vc, mas apesar disso, sobrevivi, com todas as marcas e cicatrizes.]
Isso são fragmentos, quase cartas apócrifas e hereges de histórias que nunca existiram e um pouco foram cantadas, mas para quase nenhuma platéia. E se mesmo tendo lido, você não conseguiu compreender, sinto muito; a ‘carta’ é maior, mas por medo de ser processado por bullying e um pouco de fadiga, prefiro deixar apenas fragmentos soltos no ar, quem conseguir captar ou tocar algum, sinta-se feliz .
Eu não posso te culpar por não ter me curado da forma que você poderia (e que você de certa forma propôs, não fuja disso), no entanto, não me julgue por substituir o nobre amor pelo tão sofrível e vulgar ódio. Sim, é o que sobra, é a dialética da vida, tudo acaba para começar outra vez(acho que eu já disse isso) ‘inda que pior, ou sobre certa ótica até melhor. Sigo em busca do que sempre rejeitei e agora preciso, e por uma trágica ironia, você afirma ter encontrado pela primeira vez o que sempre faltou.
A caminhada teve seu derradeiro fim, é mais uma canção que termina... E ainda assim continua soando.
[...]
Não sou do tipo que faz saldos e balanços ao fim de cada ano. Isso por que geralmente o resultado é negativo, prefiro me poupar ao menos disso, não gosto da idéia: “Então é natal e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez.” (Não me enche o saco Simone)
Não sei o que será daqui pra frente desta “fosca” última luz que teima em permanecer acesa. As idéias continuaram surgindo e ‘inda que não postas em uma plataforma fria e física, como essa, estarão postas no mundo, no universo que há em cada um de nós... Investidas literárias que houveram aqui como em “As Tragédias dos Nossos Dias” e “Vidas a Mais” me aparentaram ter conseguido bom resultado, mas não sei... Talvez o defeito da minha escrita seja revelar tudo o que eu quero, cabendo ao bom escritor esconder com maestria suas desventuras, dores e amores.
Para começar, uma vez que o começo é o primeiro segundo após o fim (ISSO VOCÊ JÁ DISSE UMAS 20 VEZES, SEU IDIOTA). É chegada a hora, postos os fogos, champagnes estão sendo estourados, mais um ano, menos um ano, tudo questão de ponto de vista. E se de repente no meio tempo você sentir lascívia por uma leitura “provocante e confessional”... Comece pelo começo #1.
[fim do primeiro começo...]
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Desfibrilador.
-carregar.
Você tinha tudo o que dizer, tudo à viver, e agora vem falar que sente falta de um amor? Ora, convenhamos, você nem deve saber sobre o que se trata esse tal de “amor”. Mas não se ofenda, não é minha intenção dizer, sugerir, ou apontar, que você seja alguém do tipo que se pode chamar: “cold” e sem coração. Mas é que você não sabe bem onde quer estar, ou talvez não perceba que está no lugar errado, e que talvez esteja fazendo a coisa toda errada, ou talvez eu é que tenha estado errado todo o tempo (ao menos até agora).
Talvez você tenha se tornado a mais nova vilã da história, e olha que você tinha tudo para ser a heroína, mas talvez me sirva agora, e até com melhor utilidade, uma realheroína... Você veste branco, e tenta salvar as pessoas, e ainda assim conseguiu me derrubar e derrotar... Perdi, caí, mas não morri. O maior erro de um homem talvez seja o de manter vivo o rival, uma vez que tenha tido a possibilidade de liquidá-lo. (se estás vivo, e morre. Uma vez mais renascerás...)
Lembre-se que não é a primeira vez nessa vida em que eu morri. Você já me matou outras vezes, em todas as outras eu achei que não fosse sobreviver, achei que você fosse mais forte do que eu. Mas uma vez que você me derrotou, mas não me matou, manteve acesa a última luz, me deixou o suficiente para poder renascer. (Não espero que entenda)
Eu percebo que você não é tão forte quanto eu achei, se fosse, talvez tivesse dado cabo de minha vida, um moribundo como eu não deve ser tão difícil de executar. E uma vez que me manteve vivo, e me vejo ressurgindo, torno-me mais forte; e ao menos que suma do meu caminho, irás sentir toda a dor e ódio que me foi conferido enquanto vagava pelas ruelas do próprio inferno.
Ou talvez... Você seja apenas a vítima. A pobre criança vestida de branco, esperando por salvação, escutando atenta de seus pais velhas cantigas e tolas preces. Você sempre venceu. Sempre se contentou com o pouco que tinha, apesar de nunca ter percebido que sempre teve o bastante, talvez por isso, ao brincar com uma arma tão perigosa, tenha disparado sem querer, e atingido um pobre inocente que passava em hora e momento errado. Seu castigo será sempre ser assombrada pela alma do inocente, que foi ferido e morto, não possuindo culpa alguma. Ele irá te seguir eternamente, buscando encontrar sua redenção. Você terá um carma, pelo seu imaculado pecado.
Não me cabe o julgamento. Isto cabe ao tempo, senhor do mundo humano, será ele que fará com que você esqueça, como todos os outros assassinados por você, todos os outros os quais você lhes roubou o coração. Ou talvez lhe absolva, fazendo com que você simplesmente esqueça, fazendo com que eu simplesmente desapareça...
Mas tenha para si um bom aviso, não me procure, não ouse me falar qualquer palavra que seja. Ou você irá pagar, a justiça será feita. E você não irá sobreviver...
Você tinha tudo o que dizer, tudo à viver, e agora vem falar que sente falta de um amor? Ora, convenhamos, você nem deve saber sobre o que se trata esse tal de “amor”. Mas não se ofenda, não é minha intenção dizer, sugerir, ou apontar, que você seja alguém do tipo que se pode chamar: “cold” e sem coração. Mas é que você não sabe bem onde quer estar, ou talvez não perceba que está no lugar errado, e que talvez esteja fazendo a coisa toda errada, ou talvez eu é que tenha estado errado todo o tempo (ao menos até agora).
Talvez você tenha se tornado a mais nova vilã da história, e olha que você tinha tudo para ser a heroína, mas talvez me sirva agora, e até com melhor utilidade, uma real
Lembre-se que não é a primeira vez nessa vida em que eu morri. Você já me matou outras vezes, em todas as outras eu achei que não fosse sobreviver, achei que você fosse mais forte do que eu. Mas uma vez que você me derrotou, mas não me matou, manteve acesa a última luz, me deixou o suficiente para poder renascer. (Não espero que entenda)
Eu percebo que você não é tão forte quanto eu achei, se fosse, talvez tivesse dado cabo de minha vida, um moribundo como eu não deve ser tão difícil de executar. E uma vez que me manteve vivo, e me vejo ressurgindo, torno-me mais forte; e ao menos que suma do meu caminho, irás sentir toda a dor e ódio que me foi conferido enquanto vagava pelas ruelas do próprio inferno.
Ou talvez... Você seja apenas a vítima. A pobre criança vestida de branco, esperando por salvação, escutando atenta de seus pais velhas cantigas e tolas preces. Você sempre venceu. Sempre se contentou com o pouco que tinha, apesar de nunca ter percebido que sempre teve o bastante, talvez por isso, ao brincar com uma arma tão perigosa, tenha disparado sem querer, e atingido um pobre inocente que passava em hora e momento errado. Seu castigo será sempre ser assombrada pela alma do inocente, que foi ferido e morto, não possuindo culpa alguma. Ele irá te seguir eternamente, buscando encontrar sua redenção. Você terá um carma, pelo seu imaculado pecado.
Não me cabe o julgamento. Isto cabe ao tempo, senhor do mundo humano, será ele que fará com que você esqueça, como todos os outros assassinados por você, todos os outros os quais você lhes roubou o coração. Ou talvez lhe absolva, fazendo com que você simplesmente esqueça, fazendo com que eu simplesmente desapareça...
Mas tenha para si um bom aviso, não me procure, não ouse me falar qualquer palavra que seja. Ou você irá pagar, a justiça será feita. E você não irá sobreviver...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Salvação.
Não há, não no céu, muito menos nestas palavras. Portanto se veio buscar [salvação] aqui pode ser que você vá perder seu tempo, mas eu recomendo que leia tudo até o fim, você pode acabar não perdendo seu tempo afinal...
Há uma boa probabilidade de estarmos sozinhos no universo, ou a possibilidade mais assustadora, que exista um ser supremo e infinitamente sábio (algo como um "deus") e que aparentemente é o nosso criador, o que para alguns significa que devemos empenhar todos os nossos esforços à esse ser, na esperança de que um dia ele nos ouça e do alto de seus “problemas supremos” e celestiais ele nos ouça e atenda (por fim) nossas preces, onde nós finalmente vamos ser felizes para sempre. Se eu fosse você eu começava a temer pelo pior, por que pode ser que o tempo passe e nem o “felizes” pode te sobrar, quanto mais para sempre.
Ora, o que você acha que está fazendo aí de olhos fechados e joelhos dobrados? Com as mãos erguidas a um céu vazio e solitário? Escute-me, ESCUTE-ME! Levante-se daí, comece a caminhar e sinta a dor em suas pernas cansadas e doloridas pela falta de uso. Vá em frente à lugares que você nunca esteve antes, construa seu mundo, viva em seu reino, seja seu próprio rei. Ou você, talvez por inocência, ainda acha que neste mesmo solitário céu, você fará parte de alguma realeza? Digo-lhe mais uma vez, me escute e cuide de cuidar-se, pois o fim não está próximo, mas se você continuar perdendo seu tempo...
No entanto mantenha-se atento, pois há uma pessoa que pode te salvar! Sim, é verdade. Mas aviso logo, está num lugar escuro, sujo e podre. Você raramente costuma ir lá, mas sempre anda bastante perto, e esse lugar é dentro de você. Só existe salvação para o mundo dentro do próprio homem, em nenhum outro lugar, em nenhum outro há salvação.
Então faça algo de útil, engula (sem absorver nada) seus livros de “auto-ajuda” e ajude a si mesmo, pois só você sabe do que você precisa então corra atrás, por que nenhum livro ou frase “otimista” foi escrito(a) para você, então abra seus olhos. Faça o que lhe der na telha, por mais que algum livro tolo, com palavras tolas, lhe diga que não, acredite em mim, não há nada demais naquele velho livro de capa preta, nada!
(...)
Não faz muito tempo eu vi um homem, ele parecia bem, os cabelos grisalhos lhe conferiam autoridade as palavras, os olhos pareciam cansados, mas suas palavras eram firmes e altivas. Ele falava sobre seu passado de glórias em terras longínquas. Ele falava sobre o quanto havia conquistado, e dizia que queria ajudar outros em novas conquistas para o mundo. Aquilo emocionava, me emocionava, é algo que você não vê todo dia afinal. Um homem tentando salvar outras vidas, para que estas vidas pudessem salvar outras vidas. Um homem (nada além disso) e em seu coração a salvação para todos os males do mundo. No meu, e também no seu, coração está a salvação, pelo menos eu assim acredito...
Espero que estas palavras possam consolá-lo em momentos de dor, ou que sejam luz quando lhe sobrar escuridão... Enfim, espero que vocês consigam salvar-se, pois ainda há uma chance.
Há uma boa probabilidade de estarmos sozinhos no universo, ou a possibilidade mais assustadora, que exista um ser supremo e infinitamente sábio (algo como um "deus") e que aparentemente é o nosso criador, o que para alguns significa que devemos empenhar todos os nossos esforços à esse ser, na esperança de que um dia ele nos ouça e do alto de seus “problemas supremos” e celestiais ele nos ouça e atenda (por fim) nossas preces, onde nós finalmente vamos ser felizes para sempre. Se eu fosse você eu começava a temer pelo pior, por que pode ser que o tempo passe e nem o “felizes” pode te sobrar, quanto mais para sempre.
Ora, o que você acha que está fazendo aí de olhos fechados e joelhos dobrados? Com as mãos erguidas a um céu vazio e solitário? Escute-me, ESCUTE-ME! Levante-se daí, comece a caminhar e sinta a dor em suas pernas cansadas e doloridas pela falta de uso. Vá em frente à lugares que você nunca esteve antes, construa seu mundo, viva em seu reino, seja seu próprio rei. Ou você, talvez por inocência, ainda acha que neste mesmo solitário céu, você fará parte de alguma realeza? Digo-lhe mais uma vez, me escute e cuide de cuidar-se, pois o fim não está próximo, mas se você continuar perdendo seu tempo...
No entanto mantenha-se atento, pois há uma pessoa que pode te salvar! Sim, é verdade. Mas aviso logo, está num lugar escuro, sujo e podre. Você raramente costuma ir lá, mas sempre anda bastante perto, e esse lugar é dentro de você. Só existe salvação para o mundo dentro do próprio homem, em nenhum outro lugar, em nenhum outro há salvação.
Então faça algo de útil, engula (sem absorver nada) seus livros de “auto-ajuda” e ajude a si mesmo, pois só você sabe do que você precisa então corra atrás, por que nenhum livro ou frase “otimista” foi escrito(a) para você, então abra seus olhos. Faça o que lhe der na telha, por mais que algum livro tolo, com palavras tolas, lhe diga que não, acredite em mim, não há nada demais naquele velho livro de capa preta, nada!
(...)
Não faz muito tempo eu vi um homem, ele parecia bem, os cabelos grisalhos lhe conferiam autoridade as palavras, os olhos pareciam cansados, mas suas palavras eram firmes e altivas. Ele falava sobre seu passado de glórias em terras longínquas. Ele falava sobre o quanto havia conquistado, e dizia que queria ajudar outros em novas conquistas para o mundo. Aquilo emocionava, me emocionava, é algo que você não vê todo dia afinal. Um homem tentando salvar outras vidas, para que estas vidas pudessem salvar outras vidas. Um homem (nada além disso) e em seu coração a salvação para todos os males do mundo. No meu, e também no seu, coração está a salvação, pelo menos eu assim acredito...
Espero que estas palavras possam consolá-lo em momentos de dor, ou que sejam luz quando lhe sobrar escuridão... Enfim, espero que vocês consigam salvar-se, pois ainda há uma chance.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
#meutunãosabeoqueaconteceu
Esse ‘post’ é somente um relato sobre um fato ocorrido em minha (pobre) vida nos últimos dias, não há o menor intuito, com este, de entretê-lo ou diverti-lo, portanto, se os pormenores de minha existência não te interessarem hoje, RUA!
A direção.
***
Em menos de 72 horas ela voltou, como se aproximadamente 1095 dias não fossem nada. Por certo ela supõe que estes dias foram ótimos, que eu ainda sou o mesmo que habita nas poucas memórias dela sobre mim. Pois bem, não sou. Acho que ela também já percebeu que não.
E ainda me vem com todo esse papo “fantasmagórico”, porém não percebeu que profecias, orações e bênçãos não fazem mais parte desta “versão do software”. Mas ainda assim ela veio, está vindo, está aqui. Estaria ela tentando despertar o monstro adormecido por anos em meu peito? Cujo último relato de uma aparição sua data de, aproximadamente, três anos atrás (algo em torno de 1095 dias). Não sei.
O que realmente me surpreende nisso tudo é justamente o fato disso não estar causando o efeito que eu achei que fosse causar. Afinal, depois de tudo! Depois do tempo perdido, da vida perdida (a minha), do amor perdido; achei que eu fosse mais fraco, achei que isto seria o suficiente para fazer com que eu retrocedesse à mentira de meus pais. Não retrocedi, pelo visto sou forte. Ou seria um mentiroso?
Eu pensei que fosse morrer (novamente), ou será que eu sou imortal?
Chego ao ponto de citar Dom Casmurro(que por sua vez cita Fausto): “Aí vindes outra vez, inquietas sombras!”. E como me inquietam essas sombras. Eu não sei, mas tenho certeza (quase absoluta) do lugar em que isso vai parar. Mas sabe do quê? Tomara que não pare, tomara que você continue vindo até alcançar meu coração, tomara que você me diga tudo, e que me revele sua alma, pois eu quero conhecê-la, quero saber tudo, entender todos os motivos pelo qual naqueles dias eu morri, entender qual é o motivo de agora ser diferente, estar lutando para não morrer novamente... Por que eu não quero morrer, mas quero viver para sempre ao seu lado (apesar disso soar tão brega).
E eu sei que é aí que habita a dúvida o erro e a provável morte. Eu sei que você não vai me ligar todas as noites, e que em algum momento quando eu te ligar você vai inventar alguma desculpa esfarrapada e dizer que vai dormir. Mas apesar disso, eu ainda acho que se a pessoa que você sempre gostou liga para você (quase) todas as noites e em alguns momentos chega a dizer que gosta de falar com você (você acreditando ou não) é sinal que alguma coisa, uma pequena coisa boa... Talvez uma pequena coisa boa esteja para acontecer, ou talvez, de determinado ponto de vista, esteja realmente acontecendo...
Há quem acredite que isso pode dar certo, que a vida pode ser feliz, que a gente acabe como um casal 'bocó' se chamando de “meu amor”... Mas eu não sei até onde conseguiria chegar, não sei se eu faria o seu mundo tão feliz e belo quanto você merece, se o amor bastar tudo bem, será para sempre. Mas se o amor não bastar, se você precisar de alguém que seja forte o suficiente pra você, alguém que possa lidar com sua vida tão atribulada, bom... Então talvez só amor não seja o bastante.
Esse texto não vai ter fim aqui por que “essa” novela ainda não teve seu capítulo derradeiro, mas eu espero que logo possa escrevê-lo para o bem da minha saúde...
A direção.
***
Em menos de 72 horas ela voltou, como se aproximadamente 1095 dias não fossem nada. Por certo ela supõe que estes dias foram ótimos, que eu ainda sou o mesmo que habita nas poucas memórias dela sobre mim. Pois bem, não sou. Acho que ela também já percebeu que não.
E ainda me vem com todo esse papo “fantasmagórico”, porém não percebeu que profecias, orações e bênçãos não fazem mais parte desta “versão do software”. Mas ainda assim ela veio, está vindo, está aqui. Estaria ela tentando despertar o monstro adormecido por anos em meu peito? Cujo último relato de uma aparição sua data de, aproximadamente, três anos atrás (algo em torno de 1095 dias). Não sei.
O que realmente me surpreende nisso tudo é justamente o fato disso não estar causando o efeito que eu achei que fosse causar. Afinal, depois de tudo! Depois do tempo perdido, da vida perdida (a minha), do amor perdido; achei que eu fosse mais fraco, achei que isto seria o suficiente para fazer com que eu retrocedesse à mentira de meus pais. Não retrocedi, pelo visto sou forte. Ou seria um mentiroso?
Eu pensei que fosse morrer (novamente), ou será que eu sou imortal?
Chego ao ponto de citar Dom Casmurro(que por sua vez cita Fausto): “Aí vindes outra vez, inquietas sombras!”. E como me inquietam essas sombras. Eu não sei, mas tenho certeza (quase absoluta) do lugar em que isso vai parar. Mas sabe do quê? Tomara que não pare, tomara que você continue vindo até alcançar meu coração, tomara que você me diga tudo, e que me revele sua alma, pois eu quero conhecê-la, quero saber tudo, entender todos os motivos pelo qual naqueles dias eu morri, entender qual é o motivo de agora ser diferente, estar lutando para não morrer novamente... Por que eu não quero morrer, mas quero viver para sempre ao seu lado (apesar disso soar tão brega).
E eu sei que é aí que habita a dúvida o erro e a provável morte. Eu sei que você não vai me ligar todas as noites, e que em algum momento quando eu te ligar você vai inventar alguma desculpa esfarrapada e dizer que vai dormir. Mas apesar disso, eu ainda acho que se a pessoa que você sempre gostou liga para você (quase) todas as noites e em alguns momentos chega a dizer que gosta de falar com você (você acreditando ou não) é sinal que alguma coisa, uma pequena coisa boa... Talvez uma pequena coisa boa esteja para acontecer, ou talvez, de determinado ponto de vista, esteja realmente acontecendo...
Há quem acredite que isso pode dar certo, que a vida pode ser feliz, que a gente acabe como um casal 'bocó' se chamando de “meu amor”... Mas eu não sei até onde conseguiria chegar, não sei se eu faria o seu mundo tão feliz e belo quanto você merece, se o amor bastar tudo bem, será para sempre. Mas se o amor não bastar, se você precisar de alguém que seja forte o suficiente pra você, alguém que possa lidar com sua vida tão atribulada, bom... Então talvez só amor não seja o bastante.
Esse texto não vai ter fim aqui por que “essa” novela ainda não teve seu capítulo derradeiro, mas eu espero que logo possa escrevê-lo para o bem da minha saúde...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Culpado [eu?]
Eu tenho o costume de escrever na terceira pessoa, ou na quarta, ou na quinta... Mas chega uma hora em que o sujeito (eu) para, pensa e percebe que precisa olhar para dentro de si, por que se já olhou tanto ao redor e ainda não descobriu a raiz de todo mal é provável que os problemas se passem no seu interior, por dentro de seus olhos.
Então você(eu) percebe que é o culpado desde início, desde o fundamento do ser, desde o seu(o meu) fundamento. Dá pra perceber que a dificuldade em assumir isso é tanta que nem mesmo escrever um texto na primeira pessoa se mostra tarefa fácil, mas vamos em frente com essa empreitada!
(...)
'Eu' diz: Empreitada? Quantos anos vc têm, 80? Pq vc tbm não diz que gosta de tomar sopa e assistir fórmula 1 aos domingos?
Consciência: Ora me poupe, eu apenas quis inserir no meu escrito alguns singelos floreios.
'Eu' diz: Viado ¬¬’
Consciência diz : Lembre-se que ao ofender-me com tão vulgar termo, “viado”, o senhor está também a ofender-se.
'Eu' diz: [...] deixa pra lá, vamo continuar.
(...)
É difícil definir onde começam as suas falhas e até onde vai a filhadaputagem alheia, no entanto é fato, e pelo menos assim eu acredito, que a porcentagem maior no resultado final de toda culpa e infelicidades, no meu mundo, seja minha. Afinal, fui eu que escolhi ir pela direita e não o contrário, preferir o doce ao amargo, tocar um instrumento ao invés de dançar, morte no lugar de vida. (talvez não pareça mas a verdade é que há pelo menos três anos ou mais eu estou morto, vítima de um tiro certeiro de um fuzil Kalashnikov- AK 47. *já citado em Violência*)
E o fim de tudo se dá agora! E se não agora será em breve, muito em breve. Todos os erros e decisões erradas me trouxeram até aqui, este é o momento derradeiro como eu já disse, não agora, mas logo virá... A soma de todos os erros culmina neste cenário cinza-fumaça em que a minha vida se encontra, cinza como cinzas num cinzeiro. Cinza como as cinzas produzidas por um cigarro qualquer, que tenta me oferecer uma paz qualquer, não consegue é claro, mas merece os devidos créditos só pelo esforço. O mesmo cinza deste céu que me avisa que logo virá à tormenta, e que logo será difícil de navegar.
Devido à aparente iminência do fim eu me sinto na obrigação de te contar o que eu deveria ter te contado, mas uma vez mais eu não o farei, propositalmente, e não mais por medo e sim por saber que dizê-lo não é o que eu realmente deva fazer. (porra que parágrafo confuso!)
Mas o que há para dizer é que de fato a culpa, em grande medida, é minha. Você sabe disso e eu também sei disso, mas o que você não sabe e nem entende é que a culpa não deveria ser minha, não seria justo que a culpa fosse minha, eu não comprei a passagem, eu não enviei uma carta de recomendação, ao contrário, eu fui severamente imposto neste mundo, e regras, leis e modos também me foram impostos, embora eu não tenha escolhido nenhum, ou sequer assinado algum contrato. A culpa até pode ser minha, mas não deveria ser.
Não é de hoje que eu venho me acusando, e você(s) também, e aparentemente não há defesa para este réu, o único advogado que lhe oferece defesa não lhe é do agrado, já trabalhou junto com ele antes e não crê que a experiência possa lhe trazer bons resultados no julgamento, no entanto, algo lhe diz que ele lhe deva dar uma outra chance. Aparentemente as coisas poderiam vir a dar certo... Aparentemente.
Então você(eu) percebe que é o culpado desde início, desde o fundamento do ser, desde o seu(o meu) fundamento. Dá pra perceber que a dificuldade em assumir isso é tanta que nem mesmo escrever um texto na primeira pessoa se mostra tarefa fácil, mas vamos em frente com essa empreitada!
(...)
'Eu' diz: Empreitada? Quantos anos vc têm, 80? Pq vc tbm não diz que gosta de tomar sopa e assistir fórmula 1 aos domingos?
Consciência: Ora me poupe, eu apenas quis inserir no meu escrito alguns singelos floreios.
'Eu' diz: Viado ¬¬’
Consciência diz : Lembre-se que ao ofender-me com tão vulgar termo, “viado”, o senhor está também a ofender-se.
'Eu' diz: [...] deixa pra lá, vamo continuar.
(...)
É difícil definir onde começam as suas falhas e até onde vai a filhadaputagem alheia, no entanto é fato, e pelo menos assim eu acredito, que a porcentagem maior no resultado final de toda culpa e infelicidades, no meu mundo, seja minha. Afinal, fui eu que escolhi ir pela direita e não o contrário, preferir o doce ao amargo, tocar um instrumento ao invés de dançar, morte no lugar de vida. (talvez não pareça mas a verdade é que há pelo menos três anos ou mais eu estou morto, vítima de um tiro certeiro de um fuzil Kalashnikov- AK 47. *já citado em Violência*)
E o fim de tudo se dá agora! E se não agora será em breve, muito em breve. Todos os erros e decisões erradas me trouxeram até aqui, este é o momento derradeiro como eu já disse, não agora, mas logo virá... A soma de todos os erros culmina neste cenário cinza-fumaça em que a minha vida se encontra, cinza como cinzas num cinzeiro. Cinza como as cinzas produzidas por um cigarro qualquer, que tenta me oferecer uma paz qualquer, não consegue é claro, mas merece os devidos créditos só pelo esforço. O mesmo cinza deste céu que me avisa que logo virá à tormenta, e que logo será difícil de navegar.
Devido à aparente iminência do fim eu me sinto na obrigação de te contar o que eu deveria ter te contado, mas uma vez mais eu não o farei, propositalmente, e não mais por medo e sim por saber que dizê-lo não é o que eu realmente deva fazer. (porra que parágrafo confuso!)
Mas o que há para dizer é que de fato a culpa, em grande medida, é minha. Você sabe disso e eu também sei disso, mas o que você não sabe e nem entende é que a culpa não deveria ser minha, não seria justo que a culpa fosse minha, eu não comprei a passagem, eu não enviei uma carta de recomendação, ao contrário, eu fui severamente imposto neste mundo, e regras, leis e modos também me foram impostos, embora eu não tenha escolhido nenhum, ou sequer assinado algum contrato. A culpa até pode ser minha, mas não deveria ser.
Não é de hoje que eu venho me acusando, e você(s) também, e aparentemente não há defesa para este réu, o único advogado que lhe oferece defesa não lhe é do agrado, já trabalhou junto com ele antes e não crê que a experiência possa lhe trazer bons resultados no julgamento, no entanto, algo lhe diz que ele lhe deva dar uma outra chance. Aparentemente as coisas poderiam vir a dar certo... Aparentemente.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Vidas a mais.
E acordou naquele dia como em todos os outros, abriu os olhos. Pensava na vida e em tudo em que havia pensado na noite anterior, estava bem fisicamente, mas a quem ele iria enganar? Isso não possui valor algum. Não fazia frio, no entanto àquela hora do dia a água no chuveiro ainda corria gelada, tomou um banho rápido, vestiu sua calça jeans favorita e pôs uma camisa branca, nada surpreendente...
Apanhou alguns documentos que estavam sobre a mesa, tentou lembrar-se de tudo que teria que fazer durante o dia, não conseguiu, abriu a porta e ganhou a rua, mais um dia na mesma vida, nada surpreendente...
O dia estava morno, a vida estava morna a mais tempo, percorria o mesmo caminho até o ponto de ônibus desde tempos imemoriáveis (palavras bonitas só para enfeitar o texto). Cantarolava mentalmente uma canção que falava sobre amor, divagava à cerca do amor, de amar e de como seria a vida caso não perdesse tanto tempo pensando nisso(amor) e refletiu se existiria alguma vida sem isso(amor). Enquanto isso o ônibus seguia (sem nenhuma surpresa) seu eterno percurso até a parte baixa da cidade. Todas as dúvidas sobre “ser” e “ter” estavam lá (na sua cabeça, e sem respostas no mundo real), mas apesar disso, com tudo o que sua mente construía, com tudo o que sentia seu coração, não conseguia ser nada além de mais um, uma outra pessoa espremida entre outras tantas num ônibus em situações, no mínimo, contestáveis. Nada (ao que parece) o surpreenderia naquele dia... E pensava se algum dia na vida seria surpreendido.
Chegou ao seu destino, fez o que precisava, recebeu o que merecia e seguiu o caminho. Pegou a segunda condução do dia, estava voltando para sua casa (que há muito tempo não lhe proporcionava mais o prazer do lar), idéias que ultimamente freqüentavam com certa freqüência sua mente, pensava que já era muito tarde para ainda estar sofrendo amores com três anos de atraso, sabia que por mais que ela quisesse, e tentasse, não poderia salvá-lo, foi justamente quando pensava em salvação que no fundo do ônibus um rapaz de aproximadamente 18 ou 19 anos se levantou e anunciou o assalto! O motorista do coletivo imediatamente freou o ônibus e abriu as três portas do mesmo, em meio a muita confusão todos tentaram sair pela porta que estivesse mais próxima, confuso e assustado o assaltante bradou para que as pessoas parassem ou iria atirar.
(...)
A pobre alma que é centro dessa história estava a poucos passos do assaltante, e em meio a confusão tentou fugir pela porta central do ônibus, quando se escutaram três disparos.
(...)
Alguns poucos minutos depois a primeira confusão havia sido contida, o assaltante já havia sido detido pela polícia sem maiores tragédias. Porém outra confusão já estava se formando (o que é natural nas pequenas tragédias cotidianas) onde jornalistas se espremiam para colher informações a cerca da pequena tragédia, os exaustos e (não tão) heróicos policiais tentavam conter esta segunda confusão com pouco êxito.
Ambos os pólos daquela antagônica e generalizada confusão (policiais e jornalistas) pareciam estar acostumados com a rotina de tragédias menores como aquelas, não havia nada de surpreendente. Uma mãe desesperada chorando por cima de um corpo coberto por um pano branco, outros parentes chorando, outras pessoas que choravam só por ver uma pessoa morta, nada demais. Um dos policiais pensava no jogo de futebol de logo mais a noite e se o time conseguiria chegar as finais do campeonato, já um jornalista perdido no mar de pessoas escrevia em um notebook as primeiras informações, enquanto isso pensava em ir para casa naquela noite e ver a esposa que tanto amava, e também na parcela das última compras feitas pela internet, “a vida até que não ia mal” foi o pensamento que passou pela sua cabeça.
(...)
Em algum lugar na mente de alguém, na hora em que os três tiros atingiram aquele corpo, percebeu-se que naquela morte havia uma beleza bastante emocional, mas não onde você pode estar pensando, não nos sentimentos de um adolescente abobalhado de paixões mal resolvidas e vítima de alguns problemas sócio-econômicos, mas viu-se o belo que estava no contraste entre a mancha de sangue vermelha em suas costas e a cor branca de sua blusa, "era belo". Foi o que pensou.
(...)
As primeiras informações que surgiram sobre o caso sugeriam que o crime poderia ter sido encomendado e que o assassinado poderia estar envolvido com o tráfico, pelo fato de uma certa quantia de dinheiro ter sido encontrada em seu bolso, mas logo o boato foi desmentido, o dinheiro era a indenização que o indivíduo recebera de sua recente demissão.
(...)
Apanhou alguns documentos que estavam sobre a mesa, tentou lembrar-se de tudo que teria que fazer durante o dia, não conseguiu, abriu a porta e ganhou a rua, mais um dia na mesma vida, nada surpreendente...
O dia estava morno, a vida estava morna a mais tempo, percorria o mesmo caminho até o ponto de ônibus desde tempos imemoriáveis (palavras bonitas só para enfeitar o texto). Cantarolava mentalmente uma canção que falava sobre amor, divagava à cerca do amor, de amar e de como seria a vida caso não perdesse tanto tempo pensando nisso(amor) e refletiu se existiria alguma vida sem isso(amor). Enquanto isso o ônibus seguia (sem nenhuma surpresa) seu eterno percurso até a parte baixa da cidade. Todas as dúvidas sobre “ser” e “ter” estavam lá (na sua cabeça, e sem respostas no mundo real), mas apesar disso, com tudo o que sua mente construía, com tudo o que sentia seu coração, não conseguia ser nada além de mais um, uma outra pessoa espremida entre outras tantas num ônibus em situações, no mínimo, contestáveis. Nada (ao que parece) o surpreenderia naquele dia... E pensava se algum dia na vida seria surpreendido.
Chegou ao seu destino, fez o que precisava, recebeu o que merecia e seguiu o caminho. Pegou a segunda condução do dia, estava voltando para sua casa (que há muito tempo não lhe proporcionava mais o prazer do lar), idéias que ultimamente freqüentavam com certa freqüência sua mente, pensava que já era muito tarde para ainda estar sofrendo amores com três anos de atraso, sabia que por mais que ela quisesse, e tentasse, não poderia salvá-lo, foi justamente quando pensava em salvação que no fundo do ônibus um rapaz de aproximadamente 18 ou 19 anos se levantou e anunciou o assalto! O motorista do coletivo imediatamente freou o ônibus e abriu as três portas do mesmo, em meio a muita confusão todos tentaram sair pela porta que estivesse mais próxima, confuso e assustado o assaltante bradou para que as pessoas parassem ou iria atirar.
(...)
A pobre alma que é centro dessa história estava a poucos passos do assaltante, e em meio a confusão tentou fugir pela porta central do ônibus, quando se escutaram três disparos.
(...)
Alguns poucos minutos depois a primeira confusão havia sido contida, o assaltante já havia sido detido pela polícia sem maiores tragédias. Porém outra confusão já estava se formando (o que é natural nas pequenas tragédias cotidianas) onde jornalistas se espremiam para colher informações a cerca da pequena tragédia, os exaustos e (não tão) heróicos policiais tentavam conter esta segunda confusão com pouco êxito.
Ambos os pólos daquela antagônica e generalizada confusão (policiais e jornalistas) pareciam estar acostumados com a rotina de tragédias menores como aquelas, não havia nada de surpreendente. Uma mãe desesperada chorando por cima de um corpo coberto por um pano branco, outros parentes chorando, outras pessoas que choravam só por ver uma pessoa morta, nada demais. Um dos policiais pensava no jogo de futebol de logo mais a noite e se o time conseguiria chegar as finais do campeonato, já um jornalista perdido no mar de pessoas escrevia em um notebook as primeiras informações, enquanto isso pensava em ir para casa naquela noite e ver a esposa que tanto amava, e também na parcela das última compras feitas pela internet, “a vida até que não ia mal” foi o pensamento que passou pela sua cabeça.
(...)
Em algum lugar na mente de alguém, na hora em que os três tiros atingiram aquele corpo, percebeu-se que naquela morte havia uma beleza bastante emocional, mas não onde você pode estar pensando, não nos sentimentos de um adolescente abobalhado de paixões mal resolvidas e vítima de alguns problemas sócio-econômicos, mas viu-se o belo que estava no contraste entre a mancha de sangue vermelha em suas costas e a cor branca de sua blusa, "era belo". Foi o que pensou.
(...)
As primeiras informações que surgiram sobre o caso sugeriam que o crime poderia ter sido encomendado e que o assassinado poderia estar envolvido com o tráfico, pelo fato de uma certa quantia de dinheiro ter sido encontrada em seu bolso, mas logo o boato foi desmentido, o dinheiro era a indenização que o indivíduo recebera de sua recente demissão.
(...)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
É necessário que tudo acabe para poder começar outra vez...
[Tenha cuidado, siga em frente e não olhe para trás, seja como for, não olhe e nem se importe com o que ficou. Talvez, e somente talvez, essa possa ser a receita do sucesso.]
***
Há uma certa dúvida. Na verdade há um milhão de dúvidas numa só cabeça. No entanto é provável que não existam um milhão de respostas no mundo, e essa é uma das razões para um sujeito qualquer encher um blog de palavras dele, sobre os outros, sobre outras vidas, sobre as vidas à mais...
E por viver de dúvidas acaba que você, e falo isso por experiência própria, não encontra nenhuma resposta (e raios o partam se um dia vou encontrar), por isso mais vale uma vida sem respostas e bem vivida do quê uma morte repleta de dúvidas.
É claro que eu não vivi todas as vidas que eu poderia, e que você provavelmente não levará em conta, e nem espero que leve, as ideias contidas aqui, porém eu digo que há algo de misterioso no mundo [óbvio] e que o segredo seja talvez ignorar isso, talvez se trate de perceber, porém não [necessariamente] compreender; o que, tenho quase certeza, é impossível e indigesto [inclusive para mim] de se aceitar.
Sim, eu também não estou entendendo nada e não sei o que pretendo com isso neste momento, porém preciso (não, não preciso) compartilhar o que eu aprendi na estrada da vida (p** nenhuma) com alguns, na esperança de que estes uns não caiam nos mesmos buracos que eu, ou que não se afoguem nos mesmos mares, ou mesmo que não morram no Japão... *confira os outros posts para entender a piada*
É cada vez mais perceptível por mim, inclusive outros compartilham essa opinião com alguma razão, que a ruína da vida é construir a vida. Entenda, até onde puder, a vida está posta, está na nossa frente, cabe à mim e a você estender a mão e pegá-la, alcançá-la, vivê-la; nada além disso. No entanto , existem fatores que nos impedem de simplesmente vivê-la como ela simplesmente é. Não queremos, apenas não dá pra viver essa vida, desejamos outra (começam os erros), tentamos construir outra é onde culminam todos os erros, o chão que toda queda procura.
Mas fica claro que a vida que nos reservaram, a vida que temos para viver, a nossa única alternativa, não é a nossa melhor escolha, porém é fato, que ela deve ser a única que talvez possa oferecer uma parcela (infelizmente pequena) de prazer e felicidade; e é na busca incessante de tentar aumentar essa miserável quantia de felicidade que nós nos deparamos com o fim [e os fins são incontáveis].
Surpreendentemente eu vou parar por aqui, poderia dizer muito mais [talvez não], mas é provável que o que havia para ser dito eu já tenha falado [escrito, anta!].
Se você compartilha da busca, desesperada, por uma parcela um pouco maior de felicidade em vida lembre-se que todo o fim é o primeiro passo para um começo, que a meia noite é apenas o primeiro segundo de um novo dia. E se você acredita em alguma dessas bobagens, boa sorte para você, mas lembre-se, aquele cara daquele blog lá avisou que seria assim [ou não...]
***
Há uma certa dúvida. Na verdade há um milhão de dúvidas numa só cabeça. No entanto é provável que não existam um milhão de respostas no mundo, e essa é uma das razões para um sujeito qualquer encher um blog de palavras dele, sobre os outros, sobre outras vidas, sobre as vidas à mais...
E por viver de dúvidas acaba que você, e falo isso por experiência própria, não encontra nenhuma resposta (e raios o partam se um dia vou encontrar), por isso mais vale uma vida sem respostas e bem vivida do quê uma morte repleta de dúvidas.
É claro que eu não vivi todas as vidas que eu poderia, e que você provavelmente não levará em conta, e nem espero que leve, as ideias contidas aqui, porém eu digo que há algo de misterioso no mundo [óbvio] e que o segredo seja talvez ignorar isso, talvez se trate de perceber, porém não [necessariamente] compreender; o que, tenho quase certeza, é impossível e indigesto [inclusive para mim] de se aceitar.
Sim, eu também não estou entendendo nada e não sei o que pretendo com isso neste momento, porém preciso (não, não preciso) compartilhar o que eu aprendi na estrada da vida (p** nenhuma) com alguns, na esperança de que estes uns não caiam nos mesmos buracos que eu, ou que não se afoguem nos mesmos mares, ou mesmo que não morram no Japão... *confira os outros posts para entender a piada*
É cada vez mais perceptível por mim, inclusive outros compartilham essa opinião com alguma razão, que a ruína da vida é construir a vida. Entenda, até onde puder, a vida está posta, está na nossa frente, cabe à mim e a você estender a mão e pegá-la, alcançá-la, vivê-la; nada além disso. No entanto , existem fatores que nos impedem de simplesmente vivê-la como ela simplesmente é. Não queremos, apenas não dá pra viver essa vida, desejamos outra (começam os erros), tentamos construir outra é onde culminam todos os erros, o chão que toda queda procura.
Mas fica claro que a vida que nos reservaram, a vida que temos para viver, a nossa única alternativa, não é a nossa melhor escolha, porém é fato, que ela deve ser a única que talvez possa oferecer uma parcela (infelizmente pequena) de prazer e felicidade; e é na busca incessante de tentar aumentar essa miserável quantia de felicidade que nós nos deparamos com o fim [e os fins são incontáveis].
Surpreendentemente eu vou parar por aqui, poderia dizer muito mais [talvez não], mas é provável que o que havia para ser dito eu já tenha falado [escrito, anta!].
Se você compartilha da busca, desesperada, por uma parcela um pouco maior de felicidade em vida lembre-se que todo o fim é o primeiro passo para um começo, que a meia noite é apenas o primeiro segundo de um novo dia. E se você acredita em alguma dessas bobagens, boa sorte para você, mas lembre-se, aquele cara daquele blog lá avisou que seria assim [ou não...]
terça-feira, 5 de julho de 2011
Violência
A você que por todos os lados nos cerca, com seus longos braços, com seus vários rostos, com suas doces palavras, embora às vezes duras, rudes e prepotentes. Tudo à você bela que é tão bela horrenda...
***
Veja bem, não é meu objetivo te ofender, não possuo intenção de machucar ninguém com estas palavras, até porque em minhas condições atuais não conseguiria ferir você ou qualquer outra pessoa. Não, não vim para fazer mal- nada além do mal que já está feito.
Nessa guerra “morna” travada apenas por mim, apenas eu acabei ferido. Meus disparos contra você(s) não foram efetivos, no entanto posso dizer que sofri apenas uma ferida mortal, aquele velho tiro disparado de um velho fuzil russo- Kalashnikov-Ak 47; em meados de 2007.
Desde aqueles dias a vida vai se esvaindo a cada [maldito] segundo por entre meus dedos e todas as minhas [poucas] glórias vão ficando cada vez mais distantes, às vezes me pergunto se elas realmente aconteceram, ou se já não se confundem com os meus sonhos nunca realizados. Se as poucas medalhas e os escassos troféus não deveriam estar junto ao salão que mantém guardadas (e eu não sei por qual razão) as faixas que eles entregam como prêmio de consolação para aquelas crianças incapazes (retardadas), que sempre chegavam em último lugar nas competições.
No entanto em mim existe ainda um desejo (talvez instinto) por uma violência que seria, se eu pudesse, direcionada a você, e também a todos vocês. Mas não que você mereça, pelo contrário, pelo fato de EU não merecer [ou será que mereço?] toda a violência que é minha, pois é contra mim desferida. A violência dos céus difundida através da boca de seus hipócritas e profetas[duas classes que indicam o mesmo perfil], a violência que surgiu no peito dos amantes no exato segundo que o amor perdeu seu lugar, a violência que eu desejei no exato segundo em que o meu amor por você (não) surgiu...
***
Por toda a vaidade, por todas as palavras ditas que não deveriam ter surgido nem como idéias, por todos os filhos sem pais, por todos os pais sem filhos, por toda a falta de amor que há em nós, e que não temos mais onde nos abastecer(...)
***
[Mas não se engane, este não é mais um escrito bobo sobre amor... É só mais um punhado de palavras bobas]
***
Veja bem, não é meu objetivo te ofender, não possuo intenção de machucar ninguém com estas palavras, até porque em minhas condições atuais não conseguiria ferir você ou qualquer outra pessoa. Não, não vim para fazer mal- nada além do mal que já está feito.
Nessa guerra “morna” travada apenas por mim, apenas eu acabei ferido. Meus disparos contra você(s) não foram efetivos, no entanto posso dizer que sofri apenas uma ferida mortal, aquele velho tiro disparado de um velho fuzil russo- Kalashnikov-Ak 47; em meados de 2007.
Desde aqueles dias a vida vai se esvaindo a cada [maldito] segundo por entre meus dedos e todas as minhas [poucas] glórias vão ficando cada vez mais distantes, às vezes me pergunto se elas realmente aconteceram, ou se já não se confundem com os meus sonhos nunca realizados. Se as poucas medalhas e os escassos troféus não deveriam estar junto ao salão que mantém guardadas (e eu não sei por qual razão) as faixas que eles entregam como prêmio de consolação para aquelas crianças incapazes (retardadas), que sempre chegavam em último lugar nas competições.
No entanto em mim existe ainda um desejo (talvez instinto) por uma violência que seria, se eu pudesse, direcionada a você, e também a todos vocês. Mas não que você mereça, pelo contrário, pelo fato de EU não merecer [ou será que mereço?] toda a violência que é minha, pois é contra mim desferida. A violência dos céus difundida através da boca de seus hipócritas e profetas[duas classes que indicam o mesmo perfil], a violência que surgiu no peito dos amantes no exato segundo que o amor perdeu seu lugar, a violência que eu desejei no exato segundo em que o meu amor por você (não) surgiu...
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Por toda a vaidade, por todas as palavras ditas que não deveriam ter surgido nem como idéias, por todos os filhos sem pais, por todos os pais sem filhos, por toda a falta de amor que há em nós, e que não temos mais onde nos abastecer(...)
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[Mas não se engane, este não é mais um escrito bobo sobre amor... É só mais um punhado de palavras bobas]
sábado, 4 de junho de 2011
Em Mares Incertos...
*** Desde que me disseram que o amor é um barco furado... Me fiz capitão do barco, e por deus jurei que afundaria junto com a embarcação. ***
Podem dizer o que bem entenderem. Me falem de suas experiências nestes ou naqueles mares. Barcos maiores que o meu que foram à cabo em marés mais fracas que a minha, que os mares por onde tenho navegado (e pelos céus se não serão sempre os mesmos mares) são deveras perigosos.
A verdade é que pouco me importo, sei dos riscos, conheço quase todos. Sim quase, não que me entregue aos males da soberba, porém me julgo um capitão deveras experiente, o que não quer dizer que vez ou outra devido à um vento leste, ou oeste, ou norte, ou sul, ou da puta que pariu, venha fazer balançar o barco, já cheio d’agua, já prestes a afundar.
*** Desde que me alertaram sobre o amor ser uma embarcação com destino certo para o fundo do oceano... Minha vida tem sido uma verdadeira oceanografia.***
Talvez não por você (nem por mim). Mas se ao menos eu tivesse zarpado antes do meu porto e fosse rumo aos teus braços (de mar)...
Talvez eu não seja um capitão tão experiente afinal...
É provável que as ilhas tranquilas e pacíficas, que você disse que existiam, e que estavam para além dos seus olhos, não existam realmente...
É provável que além da última dobra da praia, da última ilha, não exista nada do quê dizem...
E olha que falam tanto sobre o que está mais além, sobre a razão que está para além de toda e qualquer tempestade...
*** Desde que você me disse que o amor é uma miserável canoa furada e cheia de água... Minha vida tem sido esvaziar, desesperadamente, essa embarcação somente com as mãos.***
Já parou para pensar em tudo o que você espera? Que não há nada além do horizonte? Que aquela curva da praia não existe de fato? Que a sua fé não tem nenhuma base em nada?
E se eu e você descobrimos que tudo não passa de uma ilusão? Que perdemos nosso tempo? Ver que a tua fé não te salvou, e o amor também não te curou.
O que você me diria? Diria alguma coisa enfim?
Você tem alguma resposta para alguma dessas perguntas?
O que você vai fazer quando a sua “fé” acabar?
Do amor que me restou, não espere muito. Se só amor não bastar é melhor que você vá mesmo embora, pois eu não tenho nada mais para oferecer.
(...)
*** Desde que me disseram que o amor é um barco afundado... Minha vida não se moveu mais nenhum centímetro, a não ser em tua direção.***
Podem dizer o que bem entenderem. Me falem de suas experiências nestes ou naqueles mares. Barcos maiores que o meu que foram à cabo em marés mais fracas que a minha, que os mares por onde tenho navegado (e pelos céus se não serão sempre os mesmos mares) são deveras perigosos.
A verdade é que pouco me importo, sei dos riscos, conheço quase todos. Sim quase, não que me entregue aos males da soberba, porém me julgo um capitão deveras experiente, o que não quer dizer que vez ou outra devido à um vento leste, ou oeste, ou norte, ou sul, ou da puta que pariu, venha fazer balançar o barco, já cheio d’agua, já prestes a afundar.
*** Desde que me alertaram sobre o amor ser uma embarcação com destino certo para o fundo do oceano... Minha vida tem sido uma verdadeira oceanografia.***
Talvez não por você (nem por mim). Mas se ao menos eu tivesse zarpado antes do meu porto e fosse rumo aos teus braços (de mar)...
Talvez eu não seja um capitão tão experiente afinal...
É provável que as ilhas tranquilas e pacíficas, que você disse que existiam, e que estavam para além dos seus olhos, não existam realmente...
É provável que além da última dobra da praia, da última ilha, não exista nada do quê dizem...
E olha que falam tanto sobre o que está mais além, sobre a razão que está para além de toda e qualquer tempestade...
*** Desde que você me disse que o amor é uma miserável canoa furada e cheia de água... Minha vida tem sido esvaziar, desesperadamente, essa embarcação somente com as mãos.***
Já parou para pensar em tudo o que você espera? Que não há nada além do horizonte? Que aquela curva da praia não existe de fato? Que a sua fé não tem nenhuma base em nada?
E se eu e você descobrimos que tudo não passa de uma ilusão? Que perdemos nosso tempo? Ver que a tua fé não te salvou, e o amor também não te curou.
O que você me diria? Diria alguma coisa enfim?
Você tem alguma resposta para alguma dessas perguntas?
O que você vai fazer quando a sua “fé” acabar?
Do amor que me restou, não espere muito. Se só amor não bastar é melhor que você vá mesmo embora, pois eu não tenho nada mais para oferecer.
(...)
*** Desde que me disseram que o amor é um barco afundado... Minha vida não se moveu mais nenhum centímetro, a não ser em tua direção.***
sábado, 28 de maio de 2011
Mais um vacilo... Mais um problema cardíaco
Deixa tudo comigo, até os sonhos. Pode deixar, eu vou sonhar por nós dois. Quem sabe assim você para com a desculpa esfarrapada de dizer que os meus sonhos são grandes demais para dividir. Que as nossas vidas estão cansadas demais para mudar.
Apesar de saber que eu não deveria mais...
***
Existe tanta coisa no mundo para se viver, tanta coisa no mundo para se observar e tanto mais para se falar. E eu aqui sempre falando da mesma coisa, tentando pôr em palavras bonitas a minha dor, a dor de todo mundo, a mais besta de todas as dores que as pessoas sentem.
***
No fim a primeira pergunta que surge: “onde foi que isso começou? Quem foi mesmo que começou?”. A verdade é que ninguém lembra, mas se lembrasse, se pudesse, ia lá no maldito início só para saber em quem pôr a culpa. Só para ter alguém para culpar.
***
E não me venha ninguém com este papo de aprendizado. Não quero mais aprender coisas como: “conseguir sorrir por tempo indeterminado sem estar com a mínima vontade, para pessoas indesejáveis” ou mesmo “saber como dizer que está bem de trinta e duas formas diferentes”. Essas coisas eu já aprendi. Eu não sei mesmo qual é o meu problema. Até parece que eu não já sabia como é perder.
***
Todas as canções terminam, todos os livros tem um último capítulo, todas as bocas se calam, toda vida tem sua morte.
***
(O último sorriso que eu tinha era para você. Acho que agora eu vou jogar fora em alguma esquina.)
---
(não consegui de novo...)
Apesar de saber que eu não deveria mais...
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Existe tanta coisa no mundo para se viver, tanta coisa no mundo para se observar e tanto mais para se falar. E eu aqui sempre falando da mesma coisa, tentando pôr em palavras bonitas a minha dor, a dor de todo mundo, a mais besta de todas as dores que as pessoas sentem.
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No fim a primeira pergunta que surge: “onde foi que isso começou? Quem foi mesmo que começou?”. A verdade é que ninguém lembra, mas se lembrasse, se pudesse, ia lá no maldito início só para saber em quem pôr a culpa. Só para ter alguém para culpar.
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E não me venha ninguém com este papo de aprendizado. Não quero mais aprender coisas como: “conseguir sorrir por tempo indeterminado sem estar com a mínima vontade, para pessoas indesejáveis” ou mesmo “saber como dizer que está bem de trinta e duas formas diferentes”. Essas coisas eu já aprendi. Eu não sei mesmo qual é o meu problema. Até parece que eu não já sabia como é perder.
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Todas as canções terminam, todos os livros tem um último capítulo, todas as bocas se calam, toda vida tem sua morte.
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(O último sorriso que eu tinha era para você. Acho que agora eu vou jogar fora em alguma esquina.)
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(não consegui de novo...)
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